Candidato do PSOL a prefeitura de Salvador, Hilton Coelho defende a legalização e uso da maconha: “Mata muito menos que o álcool” - Observador Independente

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9 de outubro de 2020

Candidato do PSOL a prefeitura de Salvador, Hilton Coelho defende a legalização e uso da maconha: “Mata muito menos que o álcool”



O site Varela Notícias, de Salvador, sabatinou, nesta quinta-feira (8), o candidato do PSOL.



Dando continuidade à série de entrevistas com os postulantes à prefeitura de Salvador, o Varela Notícias sabatinou, nesta quinta-feira (8), o candidato do PSOL, Hilton Coelho. Durante o bate-papo, que aconteceu na Estação da Lapa, ele comentou sobre a legalização da maconha, enfrentamento ao álcool, discriminalização do aborto e debate de gênero nas escolas. 

“Qual é a droga que mais mata no Brasil? É o álcool, que não é criminalizado, pelo contrário, ele é banalizado, na maioria das vezes de maneira machista. Aí entra todo esse debate de gênero que nós não podemos deixar de fazer. Na TV, quem toma a cerveja geralmente é um homem, o qual chama várias mulheres que são colocadas na condição de objeto para servir a cerveja. Uma coisa deprimente do ponto de vista dos valores e ético. Mas é a droga que mais mata no Brasil, é uma droga legal”, pontuou Hilton. 

De acordo com o candidato, é preciso enfrentar o álcool da mesma forma que se enfrenta o cigarro. Além disso, ele relembrou a campanha de José Serra, quando ele era ministro da saúde, contra o tabaco, fazendo o consumo caiu.

“Nós temos que fazer isso com o álcool, com a maconha e com a cocaína. Nós precisamos discutir abertamente, porque o nosso povo está consumindo a maconha como se consome o álcool. Morre menos consumindo a maconha, pelos estudos, não sou eu que estou falando não, pelo amor de Deus. Pelos estudos, o consumo da canábis mata muito menos no Brasil do que o consumo do álcool”, destacou.

“Em decorrência disso, vem o tráfico, com o tráfico vem as armas, porque se o negócio é ilegal, você precisa defender, e como é que se defende? Com arma. Então, a generalização da violência no Brasil está relacionado à questão do tráfico de armas e de drogas, e isso daí passa por acabar com o tráfico da maconha, por exemplo”, continuou Hilton. 

O candidato relembrou a “Chacina do Cabula”, que deixou 12 mortos em fevereiro de 2019. “(…) O que é que acontece com a nossa juventude que está no bairro popular e a polícia diz ‘esse daí parece que está carregando maconha?’. Se tivesse condições, infelizmente é lamentável dizer isso, esse jovem pode acabar como acabaram aqueles da chacina do Cabula. Amarrados, e com um tiro na nuca. É isso que está se fazendo com a nossa juventude”.

“Hoje, ser jovem na periferia é ser encarado por esse poder mesquinho e covarde como um problema em potencial. A ponto do governador Rui Costa declarar que o que foi feito no Cabula foi operação de um grupo de artilheiros na frente do gol. Rui tinha que responder por isso”, disparou. 

“Isso está relacionado ao estigma que está criado em relação à questão do consumo de substâncias psicoativas, que no Brasil precisa de um debate sério. Nós não precisamos de criminalização”, completou. 

Aborto

Para o candidato do PSOL, a descriminalização do aborto tem uma postura hipócrita, “porque as mulheres não defendem, elas fazem”. 

“É uma questão extremamente complexa. O que o PSOL defende é o método contraceptivo, debate democrático com as pessoas, com as nossas adolescentes, para quebrar essa cultura machista de que fazer filho é responsabilidade isolada das mulheres. Precisamos fazer esse debate sobre os métodos contraceptivos”, enfatizou.

“Agora, uma vez com uma gravidez indesejada, é preciso reconhecer o direito das mulheres escolherem se querem continuar ou interromper a gravidez. Mas esse é um debate polêmico, nós não defendemos que se faça nada por decreto. Nós queremos um debate aberto na sociedade”, pontuou. 

Para finalizar, Hilton comentou ainda sobre o debate de gênero nas escolas. “Na nossa prefeitura o debate da questão de gênero vai voltar com toda a legitimidade institucional para a sala de aula, de onde, diga-se de passagem, nunca saiu”.



Foto: Rayana Azevêdo / Varela Notícias / Texto :::: Varela Notícias

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