Gravações mostram estuprador Robinho ironizando sobre caso na Italia: "eu estou rindo porquê não estou nem ai" - Observador Independente

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16 de outubro de 2020

Gravações mostram estuprador Robinho ironizando sobre caso na Italia: "eu estou rindo porquê não estou nem ai"




O processo envolvendo o jogador Robinho, atualmente no Santos, pelo crime de estupro, teve novos fatos revelados nesta sexta-feira (16/10). Gravações obtidas pelo programa Globo Esporte mostram o atacante e um amigo comentando o acontecido.


A Justiça italiana condenou ele e um amigo, Ricardo Falco, a nove anos de prisão por violência sexual de grupo contra uma jovem de origem albanesa. O caso aconteceu numa boate de Milão chamada Sio Café, na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013, e foi julgado na mesma cidade em novembro de 2017. 

Em uma das conversas monitoradas dentro do carro de Robinho, o jogador e Ricardo Falco combinaram as respostas que dariam à Justiça. Falco comentou que a “nossa salvação” era que não tinha nenhuma câmera na boate que flagrasse eles com a jovem.

A trascrição começa com Falco falando: "Ela se lembra da situação. Ela sabe que todos transaram com ela", diz. Robinho responde que tem certeza que um dos seus amigos gozou dentro da vagina da mulher abusada. Falco, então, responde que não acredita. "Naquele dia ela não conseguia fazer nada, nem mesmo ficar em pé, ela estava realmente fora de si", diz ele, ao que o jogador confirma.

Outra gravação, feita em janeiro de 2014, mostra Robinho zombando da situação com outro amigo, o músico Jairo Chagas. "Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu. [...] Olha, os caras estão na merda... Ainda bem que existe Deus, porque eu nem toquei aquela garota. Vi [nome de amigo 2] e os outros fod*r*m ela, eles vão ter problemas, não eu... Lembro que os caras que pegaram ela foram [nome de amigo 1] e [nome de amigo 2].... Eram cinco em cima dela", disse o jogador, segundo a reportagem.

No mesmo mês, em mais uma conversa com o músico, Robinho tenta criar um falso álibi. "A polícia não pode dizer nada, eu direi que estava com você e depois fui para casa", começa. "Mas você também transou com a mulher?", questiona Jairo. O atacante nega e cita três amigos que teriam feito o abuso. "Eu te vi quando colocava o pênis dentro da boca dela", insite o músico. "Isso não significa transar", finaliza o santista.

Há ainda uma outra ligação, a uma pessoa não identificada, onde Robinho diz que “não havia prova de que fizemos alguma coisa”. A decisão italiana ainda não é definitiva e foi contestada pelas defesas de Robinho e Ricardo Falco. A Corte de Apelo de Milão vai iniciar a análise do processo, em segunda instância, no dia 10 de dezembro.

Além deles, outros quatro brasileiros teriam participado do ato classificado pela Procuradoria de Milão como violência sexual. Todos saíram da Itália e retornaram ao Brasil durante a fase de investigação.

PATROCÍNIO

Após a divulgação do áudio, a empresa Kicaldo, que estampa a manga do uniforme do Santos, rescindiu o contrato com o clube. "Depois da reportagem veiculada pelo Globoesporte.com, a nossa posição é que o clube rescinda com o jogador Robinho. Estamos aguardando a posição do clube. Se eles rescindirem, a gente mantém a parceria. Se não, a gente não vai mais patrocinar a equipe", disse a assessoria da empresa a UOL.

Outra marca decidiu abandonar o patrocínio logo após a contratação do atacante. A Orthopride, empresa de ortodontia, anunciava dentro dos números da camisa do Peixe desde maio de 2018.



Crédito da foto :::: Ivan Storti/Santos FC

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