Instalação de roda gigante em parque gera críticas de moradores da Zona Oeste de SP: 'vai piorar a frequência' - Observador Independente

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15 de outubro de 2020

Instalação de roda gigante em parque gera críticas de moradores da Zona Oeste de SP: 'vai piorar a frequência'


Atração de 90 metros será instalada no Parque Cândido Portinari, vizinho de bairros como City Boaçava, Alto de Pinheiros e Vila Leopoldina. Há quem ache que projeto irá 'tirar a calmaria' do bairro, mas parte dos moradores defende a atração no local.



Com 90 metros de altura e anunciada como “o novo cartão postal de SP” pelo governo do estado, a roda gigante que será instalada no Parque Cândido Portinari, na Zona Oeste de São Paulo, não foi recebida com o mesmo entusiasmo por alguns moradores da região. Em redes sociais, há quem reivindique o embargo da construção e reclame que o projeto vai “tirar a calmaria” e trazer “problemas de criminalidade”.

Segundo a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, a roda gigante será a maior da América Latina e faz parte das ações de revitalização do entorno do Rio Pinheiros. Após os licenciamentos necessários na Prefeitura de São Paulo, a expectativa do governo é a de inaugurar a atração até o final de 2021. Parte dos ingressos deve ser destinada à população de baixa renda, informou a pasta.
Projeção de como ficará a roda gigante de 90 metros que será instalada no Parque Cândido Portinari — Foto: Divulgação/Levisky Arquitetos


O Parque Cândido Portinari é contíguo ao Parque Villa-Lobos, e cercado por bairros de classe média alta como City Boaçava, Alto de Pinheiros e Vila Leopoldina.

No grupo “Alto de Pinheiros quer paz”, no Facebook, a nova atração embalou discussões. “Como atuar para embargar a construção de uma roda gigante no Parque Villa-Lobos”, escreveu uma participante. "Também não gostei, vai ficar horrível e piorar a frequência", escreveu outro. “Esse aparelho vai tumultuar nosso sossegado bairro, tirando nossa calmaria, além de trazer problemas logísticos, de criminalidade”, criticou mais um integrante.

“Como atuar para embargar a construção de uma roda gigante no Parque Villa-Lobos”, questionou uma moradora da região. 

"Vai ficar horrível e piorar a frequência", disse um morador da região em uma rede social. 

"Temos que fazer um movimento espontâneo, que englobe bastante gente e pleitear junto a Alesp, que esse aparelho vai tumultuar nosso sossegado bairro", criticou um morador. — Foto: Reprodução

Há também quem alegue que o local não possui infraestrutura. Antes da pandemia do novo coronavírus, o Parque Villa-Lobos chegava a receber cerca de 20 mil pessoas aos finais de semana, e grande parte chegava pela da Linha 9-Esmeralda da CPTM, na Estação Villa-Lobos-Jaguaré.

No entanto, no grupo de moradores, muitos defendem o novo projeto para a região. “O parque é enorme, cheio de espaços vazios, uma alegria para as famílias e não atrapalha nenhuma vista ou fluxo de veículos já existentes. Vamos deixar de bairrismo, esnobismo e elitismo".

Muitos defendem a instalação da roda gigante. “O parque é enorme, cheio de espaços vazios, uma alegria para as famílias e não atrapalha nenhuma vista ou fluxo de veículos já existentes. Vamos deixar de bairrismo, esnobismo e elitismo". — Foto: Reprodução

Outros responderam às críticas com sarcasmo: “Verdade. Imagina um monte de suburbano nas nossas colinas de Alto de Pinheiros. Ecaaa. Quer roda gigante, vai para Londres na London Eye".

Alguns responderam com ironia às críticas: "Verdade. Imagina um monte de suburbano nas nossas colinas de Alto de Pinheiros. Ecaaa" 

A Sociedade Amigos do Bairro City Boaçava (SAB) está acompanhando a futura implementação da atração e informou que solicitou aos proponentes um estudo do impacto do projeto sobre a vizinhança.

“O projeto do Parque não contempla, por exemplo, um estacionamento complementar para os visitantes da Roda Gigante e o atual estacionamento não dá conta dos usuários normais nos fins de semana. Estamos envolvendo a CET para uma análise técnica do impacto no trânsito da região”, disse Sergio Giannini, tesoureiro da associação.

O projeto será implementado pela empresa SPBW, vencedora do chamamento público. Ela pagará à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente R$ 141 mil mensais ou 10% do valor do faturamento bruto - o que for maior.

A Prefeitura de São Paulo informou que a proposta foi apresentada nesta terça-feira (13), à Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), responsável pela paisagem urbana, e "o projeto está sendo analisado pelo Município".



Foto de capa :::: Divulgação/Levisky Arquitetos

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