Com retorno às atividades, turismo na Chapada Diamantina segue protocolos de biossegurança - Observador Independente

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14 de novembro de 2020

Com retorno às atividades, turismo na Chapada Diamantina segue protocolos de biossegurança



Os protocolos contemplam os segmentos de hospedagem, alimentação, agências de receptivo, atrativos e transportes turísticos, acampamentos e guias/condutores




Turistas em viagem à Chapada Diamantina encontram serviços adaptados à realidade atual da pandemia da Covid-19. Os municípios de Lençóis e Mucugê foram os primeiros da região a retomar as atividades, com empreendimentos seguindo protocolos de biossegurança construídos pelas lideranças locais, com a colaboração das secretarias de Turismo (Setur) e da Saúde (Sesab) da Bahia.

Os protocolos contemplam os segmentos de hospedagem, alimentação, agências de receptivo, atrativos e transportes turísticos, acampamentos e guias/condutores e foram elaborados de forma a abranger os vários segmentos do turismo na Chapada Diamantina.

No coração da Bahia, a zona turística é um dos principais destinos do estado e tem se tornado ainda mais especial neste momento por proporcionar ricas experiências ao ar livre, em contato com a natureza, evitando aglomerações. Há também diversos atrativos históricos, culturais e gastronômicos. 

“As pessoas voltaram a viajar após meses de isolamento social. Mais do que nunca, agora é preciso oferecer segurança. A Chapada é um dos lugares mais propícios para visitar em contato com a natureza, seguindo recomendações das entidades de saúde e turismo”, explica o chefe de Gabinete da Setur, Benedito Braga. 

Retomada 

Ao todo, 34 municípios turísticos integram a região. Os primeiros a se adequar aos novos protocolos foram Lençóis e Mucugê. Os feriados prolongados de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) e Finados (2 de novembro) funcionaram como termômetro para o turismo nos municípios. No caso de Lençóis, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Turismo, os dois feriadões atraíram turistas que ocuparam 60% dos leitos disponíveis - 50% da rede hoteleira, no momento. 

Já em Mucugê, o feriado de 12 de outubro teve 100% de ocupação dos leitos disponibilizados. Com a abertura total dos meios de hospedagem no município, no último feriado, as pousadas registraram índices de 40% a 100%, segundo o Conselho Municipal de Turismo (Comtur). 

Outros municípios estão se adaptando para a retomada gradativa das atividades de forma a garantir a segurança de turistas e população local, fazendo ajustes e fiscalizações para a liberação do turismo. Um exemplo é Palmeiras, onde está localizado o Vale do Capão, que tem feito vistorias nos empreendimentos e prevê reabertura no próximo dia 20 de novembro. 

Para Sérgio Magalhães, proprietário da pousada Café Preto, no centro de Mucugê, por exemplo, a retomada do turismo tem sido positiva. “Temos recebido famílias e no feriado de 2 de novembro tivemos 100% de ocupação”, explica o empresário que já tem reservas para o Réveillon e feriado de Carnaval. O empreendimento buscou atender aos critérios para receber as certificações do Ministério do Turismo e da Prefeitura de Mucugê, além de cumprir os protocolos elaborados para a Chapada Diamantina. 

O meio de hospedagem passou por adaptações desde a demarcação de espaços, disponibilização de álcool gel e cumprimento de prazo mínimo de 24 horas para ocupação dos quartos por outros hóspedes, até uma nova forma de oferecer o café da manhã: “Testamos algumas alternativas e a que o nosso público mais se adaptou foi a escolha dos itens no salão e recebimento dos alimentos em cada mesa”.

Diferenciais


Os protocolos desenvolvidos para a Chapada Diamantina contam com uma série de diferenciais, tendo em vista as especificidades de cada atividade. As práticas aquáticas, cicloturismo, observação da vida silvestre, rapel e espeleoturismo (visitação a cavernas), por exemplo, implicam em cuidados especiais como o não compartilhamento de máquinas fotográficas, uso de cajados para apoio durante caminhadas e escaladas, produtos especiais para desinfecção de objetos como binóculos e limpeza de utensílios alugados. As orientações incluem ainda cuidados para o contato com as comunidades tradicionais, a fim de evitar o aumento da disseminação do novo coronavírus.


Fotos ::: Reprodução / Ilustrativas

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