... E se me deixassem falar ... 🤬 Eleições 2020, a mais desnecessária e injusta de todos os tempos 🤬 - Observador Independente

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14 de novembro de 2020

... E se me deixassem falar ... 🤬 Eleições 2020, a mais desnecessária e injusta de todos os tempos 🤬




Wilson Bizerra*


Nunca, em tempo algum, uma eleição se mostrou e se revelou, tão absurda e injusta, como a que estamos prestes a vivenciar amanha, dia 15 de novembro de 2020. Absurda, entendo eu, porque deveríamos ter aproveitado o manifesto do Presidente da República, quando da eleição de 2018, para unificarmos as eleições e de quebra acabarmos com a reeleição, especialmente para os cargos majoritários, prefeito, governador e presidente. 

Por que é injusta?

Injusta pelo próprio absurdo de se alocar tantos recursos para a repetição do absurdo maior, que sempre foi a busca da perpetuação dos atuais políticos. Esta injustiça, inclusive, fica patente, quando comparamos as chances de 'Mané da Bodega', que tem um trabalho comunitário melhor do que a de muitos deputados, vereadores, etc, que estão tentando a reeleição. 

Alguns destes políticos, além das benesses de já exercerem o cargo por vários anos, irão receber das suas siglas partidárias recursos do "Fundo Partidário" para confirmar, de forma inquestionável, a injustiça dita acima, isto porque, o 'Mané da Bodega', só vai poder contar com a ajuda de alguns poucos amigos e com os seus parcos recursos pessoais, para enfrentar o poder econômico do político que concorre a reeleição. 

Mais não é apenas isto que torna a eleição injusta para os simples mortais, a própria Legislação Eleitoral, já torna a concorrência desleal, ao comparar iguais com desiguais, ao auferir direitos de mais para os já privilegiados, sufocando de vez aqueles que sequer aprenderam o caminho das pedras, nestes tempos de restrições. 

Regras absurdas.

As regras para se investir no mundo da concorrência a um cargo eletivo político, exclui de forma acintosa a esmagadora maioria da população, já que existe todo arcabouço doutrinário construído justamente para cercear o princípio do sufrágio universal e do entendimento "um homem um voto", que afirma nas suas linhas interpretativas, que todos que estão aptos a votar, pode ser votado. 

A realidade, no entanto, nos coloca e eu falo em nome dos 90% que jamais terão chance de disputar um cargo eletivo, diante de um quadro tão degradante de exacerbação da barbárie como regra, de um jogo sem limites para os outros 10% que já possuem e que já comandam "manipulam" mais de 90% do PIB, por exemplo. 

Chegamos ao ponto de redundarmos numa redoma de comandos que nos leva a confirmar por nós mesmos, quão inúteis e descartáveis fomos e somos cotidianamente, com o nosso aval, outorga, ou seja lá o que for, quando somos levados, eleição após eleição a uma situação de meros "Bois de Piranha", sacrificados de dois em dois anos, para ratificarmos que nada fomos ou somos! 

A tecnologia que deveria nos retirar as vendas, e enxergar esta dura realidade que nos torna pela manipulação do quarto poder, cada dia mais ignorantes e escravos deste círculo vicioso da busca do poder pelo poder, em troca da miséria da grande maioria. 

Como se não houvesse amanhã**

Amanhã, 15 de novembro de 2020, será mais um daqueles dias que deveríamos entender como tabua de salvação, como luz no fim do túnel, como possibilidade de promoção da dignidade das pessoas, mas infelizmente a repetição do mesmo lastimável erro conceitual se repetirá mais uma vez, e no dia 16, segunda-feira, muitos estarão chorando suas perdas e se aprontando para mais dois anos pelos menos de humilhação, ate que surja um novo jogo, sob os mesmos comandos e arbitragem. 

A eleição de 2020, não é apenas, injusta e absurda, ela também será precursora de tempos ainda mais difíceis do que o que já vivemos, sendo que existe e todos tem acesso a ferramentas que poderia diminuir, e até cessar de vez os riscos de promovermos a SEGUNDA ONDA DO COVID-19, o e-Titulo, por exemplo, que asseguraria um voto digital de qualidade, com 100% de segurança, sem a necessidade de irmos às urnas, promover aglomerações e, por conseguinte promovermos a disseminação do vírus de forma inexorável. 

Só que determinadas personalidades no comando restariam desassistidos em seus "acordos de bastidores", cito apenas como exemplo, o fornecimento de “Álcool em Gel” para as centenas de milhares de sessões eleitorais espalhadas pelos nossos municípios, Brasil afora. 

Já imaginou quantos litros deste produto serão utilizados, desperdiçados e pagos com o nosso dinheiro? Claro que não! Nem sequer sabemos quantas canetas azuis serão utilizadas nas seções e por todos, já que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou que cada eleitor "tem que levar uma caneta azul"

Agora lhe pergunto, o e-Titulo, "aplicativo foi criado para facilitar a vida do eleitor". Custou aos cofres públicos uma pequena fortuna! Serve mesmo para facilitar a vida do eleitor? Por acaso, esta plataforma atende com segurança a legislação eleitoral e ao eleitor? Objeto, preste atenção, OBJETO, do termo de criação do Aplicativo! Se atente, onde entra este objeto? 

Vida de gado ... povo marcado...***


Fato é, que estamos sendo mais uma vez levados ao abatedouro e como diz a dito popular - não sabendo da força que temos, seguimos todos enfileirados ao encontro do carrasco implacável - que nos submeterá a uma morte lenta, ou no máximo a um novo encontro por este mesmo princípio daqui a dois anos. 

Em resumo, para que alçássemos uma mudança de Justiça e por Justiça, precisamos acabar com a reeleição, precisamos unificar as eleições e criarmos mecanismos que nos possibilite, como gente que somos, ter as mesmas chances que são asseguradas em leis no mínimo estranhas, escritas e aprovadas para atender acordos de interesses às vezes e por vezes, escusos, que atende a interesses ainda mais escusos. 

A eleição de amanhã, o meu ver, não deveria acontecer, contudo, vai acontecer e precisamos votar, para que sejamos reconhecidos como cidadãos plenos. Usemos, pois, esta alardeada plenitude para renovar, para colocar pessoas que tenham boas ideias coletivas, que pense no outro e não apenas nos seus umbigos. 

Precisamos comparar e ponderar, do caldeirão de mesmices que nos impuseram ver, assistir, ouvir, nestes últimos dias, as ideias que se ajustam com as demandas dos 90% de mortais, que foram, são, e continuarão sendo explorados, pelos outros 10%, até que entendam que somos maioria e juntos seremos fortes, fechando o rito do dito popular, em comparação ao boi levado ao matadouro, 

"Soubesse o boi a força que tem, não se deixaria levar facilmente ao cadafalso"! 


*Eu sou Wilson Bizerra / PLANO TRINTA
** Citação do livro "Como se não houvesse amanhã" - Autor: Rodrigues, Henrique|Marca: Record
***Citação da música 'Admirável Gado Novo / Zé Ramalho / Vida de Gado

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