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13 de novembro de 2020

NÃO COMA PESCADO DA ORLA DE CAMAÇARI 🦐 Novos casos da doença que deixa 'urina preta' são registrados em Camaçari, diz Sesab 🦐



Conforme explicou a secretaria, todas as pessoas são residentes da cidade e relataram consumo de pescado. Informação foi divulgada na noite desta quinta-feira (12).



Três casos da Haff, conhecida como a “doença da urina preta”, foram registrados em Camaçari, cidade da região metropolitana de Salvador, nesta quinta-feira (12). A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).

Conforme explicou a secretaria, todas as pessoas são residentes da cidade e relataram consumo de pescado.

Ainda de acordo com a Sesab, o Centro Informação Estratégica em Vigilância em Saúde da Bahia (CIEVS) alerta que a doença de Haff é uma síndrome de rabdomiólise (ruptura de células musculares) sem explicação, e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café, associada a elevação sérica de da enzima CPK, associada a ingestão de pescados. [Veja orientações no final da matéria]

A secretaria explicou que a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência renal e pode levar a morte caso não seja tratada.

A Sesab explicou ainda que, em agosto de 2020, Entre Rios, a cerca de 140 quilômetros de Salvador, registrou a ocorrência de três casos suspeitos de doença de Haff com relato de ingestão de pescado.

A secretaria explicou que cinco pessoas da mesma família comeram o peixe e, sete horas depois, um homem de 53 anos apresentou sintomas de fortes dores no corpo, tontura, náuseas e fraqueza. Outros familiares apresentaram os mesmos sintomas.

Ainda de acordo com a Sesab, em Salvador, nos meses de setembro e outubro, duas unidades hospitalares notificaram a ocorrência de casos da doença de Haff, totalizando seis pacientes que apresentaram início súbito de dor muscular de origem não determinada.

Em 2017, vários casos da doença foram registrados na Bahia. Na época, os médicos concluíram, por exclusão, que os casos ocorreram por intoxicação após a ingestão de peixe, o que desencadeia a chamada doença de Haff.

O estudo se baseou no resultado das amostras de fezes, urina e sangue de 15 pacientes analisados. Quatorze das 15 pessoas que relataram os sintomas informaram que consumiram peixe – a maioria olho de boi (Seriola spp) e badejo (Mycteroperca spp). A 15ª pessoa disse que comeu comida baiana, o que possivelmente poderia incluir essas espécies.



Origem

Os primeiros casos de doença de Haff foram descritos pela primeira vez em 1924, na Rússia e na Suécia, e envolveram o consumo de diferentes peixes de água doce. Nos Estados Unidos, ocorreram relatos no Texas, em 1984, após o consumo de búfalo de água doce cozido (Ictiobus cyprinellus) e, em 1997, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) relataram seis casos adicionais de doença em pacientes da Califórnia e do Missouri.

Em 2001, dois casos foram registrados após a ingestão de salmão atlântico cozido na Carolina do Norte e, em 2014, foram publicados relatos de casos individuais. A China também relatou algumas ocorrências da doença em 2010, devido à ingestão de lagostins.

No Brasil, um surto de 27 casos de doença de Haff já ocorreu em 2008, durante 4 meses no estado norte do Amazonas. Os peixes de água doce pacu-manteiga (Mylossoma duriventre), tambaqui (Colossoma macropomum) e pirapitinga (Piaractus brachypomus) foram os causadores.

Há uma diferença entre os casos anteriores da doença e o mais recente na Bahia: de acordo com Bandeira, os peixes consumidos desta vez são de água salgada, ao contrário dos relatos anteriores nos Estados Unidos, Suécia, Rússia e inclusive no Brasil.

Orientações gerais para população:

• Aos primeiros sintomas, busque uma unidade de saúde imediatamente e identifique outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença.

Aos profissionais de saúde:

• Observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiólise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 a 72 horas.

• Evitar o uso de anti-inflamatórios.
• Na ocorrência de casos suspeitos, recomenda-se exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK), TGO e monitorização da função renal.



Foto: Reprodução / Ilustrativas

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