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sexta-feira, dezembro 11, 2020

Brasil só atingirá imunidade à Covid-19 no fim de 2022, caso não compre vacinas de outras empresa, diz consultoria





Considerando apenas os acordos já feitos pelo Brasil com produtoras de vacinas contra a Covid-19 pelo mundo, só haverá doses suficientes para imunizar a população no final de 2022. A constatação é de um estudo realizado pela consultoria britânica Airfinity, apresentado nesta semana em um evento com os principais executivos de empresas farmacêuticas do mundo, como Pfizer e Johnson & Johnson e divulgado pelo colunista Jamil Chade, do UOL.




A empresa diz que apenas em dezembro de 2022 é que o Brasil conseguiria ter distribuído vacinas para 67% de sua população. Essa é a taxa considerada como mínima para uma imunidade de rebanho, ou seja, quando há gente suficiente imunizada para amenizar as taxas de contágio.

Em outubro de 2021, o país terá atingindo 20% de sua população, que seriam os três principais grupos de risco: idosos, doentes crônicos e profissionais de saúde. O cálculo é feito a partir dos atuais acordos assinados pelo Brasil e sua capacidade de produção.

Foram levados em conta os acordos feito pelo Governo Federal com a Universidade de Oxford, a parceria do Instituto Butantan e a Sinovac, da China, além de uma reserva de vacinas na aliança mundial, conhecida como Covax. Mas o consórcio, por pedido do governo, vai entregar vacinas para atender a apenas 10% da população nacional, distribuídas ao longo de todo o ano de 2021.

Na prática, para a entidade, isso significa que haverá 1,2 dose por habitante no país, mesmo que uma imunização real demande duas doses por pessoa. O cálculo da empresa de consultoria não inclui o anúncio do governo federal de que está negociando um abastecimento de 70 milhões de doses de vacinas com a Pfizer. Se tal acordo for fechado, o período necessário para a imunização seria reduzido. 

Pelas projeções da consultoria, o país que primeiro poderia sair da crise sanitária seria os Estados Unidos, no segundo trimestre de 2021. O Canadá, que comprou vacinas para 600% de sua população, poderia chegar a uma imunização em julho. O Reino Unido também deve atingir esse grau de normalização em julho de 2021.






Crédito da Foto: ilustrativa/Pexels

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