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quinta-feira, janeiro 28, 2021

Bolsonaro diz que fez "mais do que é obrigado" na crise de saúde do Amazonas




A declaração foi feita na chegada ao Palácio da Alvorada, no início da noite, em resposta a um pedido de ajuda de um apoiador que disse ser do Amazonas.

Agência O Globo 

O presidente Jair Bolsonaro ouviu nesta quarta-feira um pedido de ajuda de um apoiador que disse ser do Amazonas e respondeu que o governo federal já foi além do que é obrigado a fazer na questão da saúde no Estado, por ter oferecido recursos ao governo estadual. A declaração foi feita na chegada ao Palácio da Alvorada, no início da noite.

"A questão lá de saúde, nós demos dinheiro, recursos e meios. Não fomos oficiados por ninguém do Estado na questão do oxigênio. Foi naquela... uma sexta-feira, a White Martins [empresa que fornece o oxigênio médico para Manaus]. Na segunda-feira, tava lá o ministro [Eduardo Pazuello, da Saúde]. Atualmente tá equalizada a questão do oxigênio lá. Agora lá no Estado tem que ter gente pra prever quando vai faltar uma coisa ou não pra tomar providência. Nós aqui fomos além daquilo que nós somos obrigados a fazer", afirmou Bolsonaro.

Ele comentou ainda que o governo enviou seis carretas com cilindros de oxigênio por uma rodovia federal e que a Aeronáutica "entrou de sola" para resolver o problema, além de ter havido transporte do produto por balsa. O apoiador então reclamou que a Justiça está "jogando contra" a população e colocando "o povo trancado dentro de casa". E Bolsonaro questionou:

"Aí a decisão é do decreto do governador [Wilson Lima]? Voltou o lockdown lá?"

O simpatizante afirmou que o governador fez um "lockdown severo" e está prendendo "até mototaxista".

Na semana passada, Wilson Lima anunciou que as restrições impostas a deslocamentos nas cidades do Estado seriam ampliadas para 24 horas por dia a partir de segunda-feira. O governo estipulou que apenas uma pessoa de cada casa poderá sair às ruas, em poucas situações como a compra de alimentos ou por motivos médicos. Ao anunciar as medidas, ele disse que não se trata de um lockdown.



Foto :::: Isac Nóbrega/PR

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