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quarta-feira, janeiro 27, 2021

GENOCÍDIO BRASILEIRO @ Presidente de sindicato diz que médicos estão tendo que abreviar a vida de pacientes em Manaus; "eutanásia"



O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Vianna, usou as redes sociais na terça-feira (26/1) para acusar as autoridades públicas de promoverem uma “mistanásia" (morte miserável, fora e antes da hora) contra pacientes com Covid-19. Segundo o relato do profissional, médicos do Amazonas estariam praticando eutanásia, conduta pela qual o profissional de saúde proporciona uma morte rápida e sem dor a um paciente em estado terminal, para reduzir o sofrimento de vítimas da Covid-19.


Acabou de passar uma reportagem onde uma médica declara, claramente emocionada, que estão praticando eutanásia em Manaus. Se isso não for o fim do mundo, eu não sei o que será o fim do mundo, disse Vianna. Uma situação de medicina de guerra, aonde os profissionais estão admitindo que estão tendo que fazer procedimentos para abreviar a vida das pessoas, 


afirmou o presidente do Simeam, sem citar em quais unidades de saúde isto teria acontecido. 

A crítica realizada por Vianna surge em meio ao aumento de hospitalizações em decorrência do novo coronavírus. O médico ainda sugere que cabe ao Conselho Regional de Medicina apurar a situação na região. A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com Covid-19 ultrapassa os 95%, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FSV-AM), divulgados também na terça-feira.

Vianna alega que o sistema público de saúde não consegue dar uma assistência aos pacientes e está promovendo Mistanásia, que é o oposto da Eutanásia, sendo caracterizada pela bioética e biodireito brasileiros como modalidade de termino de vida de um indivíduo vulnerável socialmente acometido de uma morte precoce e evitável, e chega a sugerir uma possível intervenção na saúde do estado “para evitar que mais pessoas morram e que haja uma convulsão da sociedade amazonense”.

VEJA DEPOIMENTO DO PRESIDENTE DO SINDICATO DOS MÉDICOS


Na manhã desta quarta-feira (27/1), um grupo de profissionais da saúde, membros da Cooperclim, Icea, Itoam, Cardiobaby, SAPP, Igoam, Coopanest, Coopaneo, Coopati e COOAP, rebateram as alegações do presidente do Simean e declararam que ‘nenhuma vida foi abreviada intencionalmente’ no Amazonas durante a crise da Covid-19.

"Nesta semana, acompanhamos serem veiculados na mídia e compartilhados inúmeras vezes postagens e texto e vídeo sugerindo que nesta cidade se deram casos de eutanásia. Tal iniciativa temerária e leviana traz ainda mais perturbações às famílias aflitas com seus entes queridos internados, além de mostrar absoluto despreparo e desconhecimento. Tais interlocutores não representam a opinião da classe médica e deveriam se retratar", iniciou o texto.


"“Nenhuma vida foi abreviada intencionalmente pelas equipes de saúde, e sim pela ausência de insumos e condições de um sistema de saúde que não estava preparado para o enfrentamento de uma pandemia dessa proporção. O que houve foram médicos e profissionais de saúde consternados, que rasgando sua própria carne, quando tudo que desejavam era tratar e curar, puderam apenas aliviar, e diante do inevitável lhes restou consolar aos que ficaram, quando na realidade eles mesmos é que necessitavam de consolo”, afirmam.

No Twitter, a juíza federal Jaiza Fraxe manifestou apoio à categoria. “Recebi um manifesto de médicos que explicam não terem cometido eutanásia. Muito importante termos empatia com a dor deles. Visitei todos os grandes hospitais e senti de perto o esforço de todos os profissionais de saúde para salvar vidas. Eles trabalham muito além dos limites”, escreveu.

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