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quinta-feira, janeiro 28, 2021

Justiça determina prisão preventiva de marido e amante suspeitos de agredir e matar bancária em Salvador



Vítima, Selma Regina Vieira, de 42 anos, foi espancada dentro do apartamento que morava, na Av. Paralela. Ela ficou internada por três dias em um hospital e não resistiu.



O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) determinou a prisão preventiva dos dois suspeitos de matar uma bancária em Salvador, em abril de 2019. Eden Márcio Lima de Almeida era marido da vítima e Anna Carolina Lacerda, era comparsa e amante dele.

A Polícia Civil  informou que as prisões ainda não tinham sido cumpridas.

A vítima, Selma Regina Vieira da Silva Almeida, de 42 anos, foi espancada dentro do apartamento aonde morava, na Avenida Paralela. Ela ficou internada por três dias em um hospital e não resistiu. Em dezembro de 2020, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou os suspeitos pelo crime.

No documento da prisão preventiva, a juíza Andrea Sarmento Netto escreveu que a determinação foi tomada para garantir a ordem pública, porque há uma possibilidade de reiteração do crime. Sendo assim, a prisão foi decretada para resguardar a sociedade.

Ainda no pedido de prisão, a Justiça fala também sobre a periculosidade dos suspeitos, por causa da natureza do crime.

Caso
Selma Regina, bancária que foi agredida e morta em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia



O crime aconteceu em abril de 2019. Na época, Selma e Eden estavam juntos há 24 anos e tinham duas filhas. Segundo os familiares da vítima, Eden se relacionava com a estudante Anna Carolina e a Selma teria aceitado a situação por medo de se separar e até perder a guarda das crianças.

De acordo com a denúncia do MP-BA, com o passar do tempo, a vítima e os denunciados passaram a viver um triângulo amoroso, quando o suspeito teria perdido o amor que sentia pela vítima. Além disso, Selma teria se apaixonado pela suspeita, o que gerou várias discussões e agressões físicas do denunciado à vítima.

Também segundo o MP, no dia do crime, a vítima e os dois suspeitos foram a uma festa onde usaram entorpecentes e álcool. A denúncia aponta que, horas depois, já na casa do casal, houve uma discussão entre os três. Foi quando Selma sofreu as agressões em várias partes do corpo, como cabeça, nádegas, coxas, joelhos, braços e rosto, conforme o laudo cadavérico.

Ainda segundo a denúncia, durante as agressões, a vítima, na tentativa de se salvar, fugiu do apartamento com as chaves do próprio veículo, entrou no carro e saiu da garagem sem rumo certo, bastante machucada.

O inquérito do caso demorou para ser concluído e por isso o MP demorou a oferecer denúncia, que só foi feita no final de 2020. A prisão preventiva dos suspeitos foi solicitada pelo crime de feminicídio e sem possibilidade de defesa da vítima.

A família da vítima informou que o inquérito atrasou porque na época do crime houve uma peregrinação para registrar a morte de Selma, em três delegacias diferentes. A denúncia da família está sendo apurada pela Corregedoria da Polícia Civil.



Fotos ::: Reprodução TV Bahia e Arquivo pessoal

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