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quarta-feira, janeiro 27, 2021

Sesab confirma surto de "superfungo" em hospital de Salvador; pelo menos 11 pessoas foram infectadas



Um surto do "superfungo" Candidas auris surgiu no Hospital da Bahia, em Salvador, e ao menos 11 pacientes foram diagnosticados com a infecção por esse micro-organismo, que é resistente à maioria dos tratamentos existentes. O primeiro caso foi confirmado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2020, mas o nome da unidade médica não foi divulgado na oportunidade. 


Em nota, a Secretaria de Saúde da Bahia informou que o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) também participou da investigação do surto de Candida auris. Os técnicos da entidade visitaram a unidade hospitalar e se dividiram em três grupos para análise da doença, avaliação de possíveis tratamentos e controle de infecção pelo fungo. 

“A investigação permitiu o isolamento dos pacientes e uma série de recomendações da Anvisa para a desinfecção hospitalar para impedir a proliferação do fungo. No momento, estamos em acompanhamento e monitoramento, para garantir o cumprimento das recomendações de desinfecção realizadas pelo hospital para evitar a ocorrência de novos casos”, explicou a Sesab.

DIAGNÓSTICO 

Em Salvador, os onze pacientes diagnosticados com o micro-organismo conseguiram sobreviver. No entanto, isso não diminui a preocupação das autoridades com o "superfungo", que apresenta uma taxa de mortalidade de 60% e é resistente à maioria dos medicamentos que são usados para tratamento de agentes da mesma espécie. 

O Cândida auris foi identificado pela primeira vez 2009, na Coreia do Sul, aparecendo mais tarde no Japão e é capaz de provocar doenças sistêmicas; infecções de doença sanguínea; infecções associadas e relacionadas a cateteres; e infecções de feridas cirúrgicas ou otológicas - nos ouvidos e pode ser fatal em pacientes com comorbidades. Outro fator determinante para a preocupação das autoridades é a resistencia do fungos aos desinfectantes.

O infectologista da Diretoria da Vigilância Epidemiológica da Bahia, Antônio Bandeira, alertou sobre a facilidade de proliferação do vírus. Ele destaca que o Cândida auris se diferencia da maioria dos fungos, pois esse pode ser transmitido através do contato com pessoas e áreas contaminadas. 

"Esse fungo tem uma característica diferente. A maior parte dos fungos não é transmitido de pessoa a pessoa. No entanto, esse fungo pode ter transmissão por contato. Além disso, ele pode ficar em superfícies que podem servir de material intermediário para a transmissão. Por isso, está sendo feito todo o esforço para não só investigar essa possibilidade, mas muito mais para prevenir esse tipo de coisa", alertou.



Crédito da foto :::: Divulgação / Hospital da Bahia

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