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quarta-feira, fevereiro 10, 2021

Operação do MP contra cartel de empresas que prestam serviços ao Detran cumpre mandados de prisão e busca em Salvador



De acordo com o MP-BA, empresários que atuam no ramo de estampamento de placas de veículos teriam se unido para formar um cartel, fazendo uso de várias empresas em nomes de laranjas e familiares.



Uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (10) pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), em conjunto com as polícias Civil e Rodoviária Federal, cumpre mandados de prisão e busca e apreensão em Salvador e Lauro de Freitas, cidade da região metropolitana, contra empresários que prestam serviços ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

De acordo com o MP-BA, os empresários atuam no ramo de estampamento de placas de veículos e teriam se unido para formar um cartel, fazendo uso de várias empresas em nomes de laranjas e familiares. Ainda de acordo com o MP, eles mantinham o esquema criminoso há mais de 30 anos.

Batizada de Cartel Forte, a operação cumpriu mandados expedidos pela 2ª Vara Criminal Especializada da Comarca de Salvador. Ao todo, sete pessoas físicas e cinco pessoas jurídicas são investigadas.

As buscas ocorreram na sede da Associação Baiana de Estampadores de Placas Veiculares, no Shopping da Bahia, em Salvador, e em empresas que prestam serviços no Detran, além da casa dos próprios investigados.
As investigações apontam que os membros da organização costumavam cobrar uma quantia considerável a empresários que queriam credenciar as suas empresas no ramo de estampamento. Eles também alteravam no sistema a escolha feita pelo consumidor na hora da compra, a fim de direcioná-lo para as participantes do esquema.

O MP-BA afirmou que não é possível calcular o valor exato do prejuízo à população, já que a concorrência nesse tipo de crime praticamente veta a concorrência, e o preço para o estampamento de placas acaba sendo tabelado pelo grupo criminoso.

Os envolvidos no esquema são investigados por crimes de formação de cartel, lavagem de dinheiro, associação criminosa, falsidade ideológica, fraude em licitações e alteração de dados indevidamente no sistema de informações.




Fotos :::: Divulgação / MP BA

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