👎 Turista agredida em resort de luxo Vila Galé Marés, na Praia de Guarajuba, Camaçari, acusa hotel de negligência. e permitir agressão 👎 - Observador Independente

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terça-feira, março 02, 2021

👎 Turista agredida em resort de luxo Vila Galé Marés, na Praia de Guarajuba, Camaçari, acusa hotel de negligência. e permitir agressão 👎



A psicóloga Valentina Baldino Cibils, 30, uma das quatro pessoas que acusam um empresário do Distrito Federal de desferir golpes de socos durante uma discussão no hotel Vila Galé Marés, usou as redes sociais na segunda-feira (1/3) desabafar acerca dos momentos difíceis que viveu no local.

Depoimento em vídeo no final da matéria

Ela conta que escolheu o destino para sua primeira viagem com o namorado, após ter sido informada que todas as normas governamentais contra a disseminação do novo coronavírus estariam sendo respeitadas pelo empreendimento. Ainda no quarto do resort localizado em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Valentina declarou que para sua surpresa, a situação foi totalmente divergente.

Infelizmente a gente chegou aqui e não foi nada disso que a gente viu. Desde o momento que a gente fez o check-in aqui no hotel. A gente foi almoçar e era uma aglomeração de pessoas, violenta, pra tudo quanto era lado, 

iniciou.

Valentina sustenta que, apesar das regras do hotel quanto à proibição de música alta e protocolos contra a Covid-19, por volta das 16h do sábado, ela, o namorado e um casal de amigos que conheceu no local, estavam na piscina quando testemunharam o agressor e os familiares fazendo "algazarra" sem qualquer intervenção da administração.

"Eram pessoas que estavam claramente alcoolizadas, embriagadas, falando próximos aos nossos rostos. Quanto mais a gente pedia distância, mais eles se aproximavam", descreve. "Não estavam preocupados com as regras de distanciamento e muito menos se estavam sendo inconveniente. A gente já estava muito incomodado até que veio a mãe do agressor, falando perto do rosto da gente, que estava sem máscara dentro da piscina", narrou.

A mulher então, segundo Valentina, usou o neto de 4 anos para continuar as provocações. O menino brincava com uma "boia gigante" e molhava a denunciante, que solicitou que a criança parasse. A avó então, teria acusado Valentina de não gostar de crianças e o pai do menino teria procurado os envolvidos para tirar satisfação.

Ela voltou ao grupo em que estava, havia umas cinco pessoas. Para mim, aquilo já tinha acabado. Mas eles seguiam nos provocando, e a gente começou a ignorar. Eles empurravam a boia de propósito na nossa direção. Depois, não sei o que aconteceu, foi tudo muito rápido, eu escutei alguém gritando: 'bate neles, bate neles. São eles que não gostam de criança, 

relembra a psicóloga.

"Eu levei dois socos no rosto e no olho, tapas, empurrões, bebi muita água da piscina. Não estou conseguindo enxergar direito, estou com muita dor no corpo, na minha mandíbula", desabafou.

A medica sustenta que chegou a pedir ajuda, mas que nenhum funcionário apareceu para interver na situação e que até o momento ainda não teve nenhum suporte por parte do hotel.

Eu me pergunto onde estava a segurança deste resort, que a diária é quase 2 mil reais. A gente não conseguiu apoio das autoridades locais, muito menos do hotel. As pessoas não foram expulsas do hotel, o agressor continuou no resort, não foi preso. Ontem, eles passaram o dia inteiro se deliciando na piscina, com bebidas alcoólicas novamente, 

lamentou a psicóloga.





O agressor, identificado como Leonardo Bruno de Oliveira Freitas, 29, se defendeu das acusações afirmando que a briga generalizada começou porque o grupo de Valentina agrediu a sua cunhada.

Questionado sobre as acusações de negligencia, aglomerações e falta de funcionários, feitas pela hospede, o gerente-geral do resort, João Meireles, informou ao Aratu On que não pretende se manifestar sobre as alegações. Ele, apenas, enviou uma nota oficial sobre a confusão.

O documento enviado pelo hotel Vila Galé informa que a situação é “um incidente pontual" e que a rede não compactua com qualquer ato de violência. O resort alega ainda que foi disponibilizado um carro para que os envolvidos fossem levados à Unidade de Pronto Atendimento mais próxima, rapidamente.

A Vila Galé repudia e não compactua com qualquer ato de violência. Todas as medidas cabíveis foram tomadas e informamos, ainda, que já estão em curso medidas adicionais de segurança no hotel e que estamos colaborando com a investigação em curso, 

finaliza a nota.

Por sua vez, a Polícia Civil confirmou a ocorrência, relatando que quatro pessoas acusaram um homem e uma mulher de agressões físicas e verbais. Além disso a PC ratificou a argumentação de que confusão teria começado depois de uma criança ter jogado água contra outras pessoas. O caso está sendo investigado pela 33ª Delegacia Territorial (Monte Gordo).


Foto :::: Instagram /Publicação

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