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COMO É O NOME DISTO? đŸŽȘ Governo "esqueceu" de usar R$ 29 bi destinado ao auxĂ­lio emergencial; "valor poderia ter mantido benefĂ­cios iniciais" đŸŽȘ



Cerca de R$ 28,9 bilhÔes que estavam aprovados para o pagamento do auxílio emergencial, de R$ 600, não foram usados pelo governo federal. Segundo um levantamento divulgado pelo Instituto de Estudos SocioeconÎmicos (Inesc) nesta terça-feira (7/4), no total, o governo deixou de gastar R$ 80,7 bilhÔes (13,3%) dos R$ 604,7 bilhÔes autorizados para o enfrentamento direto dos efeitos da pandemia da Covid-19 em 2020.


A maior parcela "esquecida" corresponde ao auxílio emergencial. O orçamento autorizado para o programa era de R$ 322 bilhÔes, mas restaram R$ 28,9 bilhÔes, ou seja, 9% desse valor. O benefício ajudou cerca de 66 milhÔes de brasileiros na primeira fase, sendo reduzido para metade em setembro de 2020 e diminuído ainda mais para uma nova versão, com média de R$ 250, que esta sendo paga em 2021 para menos pessoas. "O valor que sobrou poderia ter mantido praticamente todos os 66 milhÔes de beneficiårios iniciais, evitando o expressivo aumento da fome e das desigualdades sociais", afirmou Livi Gerbase, assessora política do Inesc.

Os dados compilados pelo instituto foram extraĂ­dos do Tesouro Nacional em fevereiro, e fazem parte do estudo "Um paĂ­s sufocado — Balanço do Orçamento Geral da UniĂŁo 2020". A segunda maior "sobra" ficou com os gastos com auxĂ­lio federal aos estados e municĂ­pios para lidarem contra o novo coronavĂ­rus. Do total autorizado (R$ 79,19 bilhĂ”es), R$ 890 milhĂ”es nĂŁo foram gastos.

"O governo tinha a obrigação de gastar o mĂĄximo de recursos disponĂ­veis para proteger a população. Mas o que vimos foi sabotagem, ineficiĂȘncia e morosidade no financiamento de polĂ­ticas pĂșblicas essenciais para sobreviver Ă  crise", disse Gerbase.

O estudo enumerou, ainda, o que deve ser feito para usar todo o recurso disponĂ­vel de dinheiro da melhor forma. O Inesc aponta que, "diante da recessĂŁo que promete se agravar em 2021", Ă© preciso: decretar novamente estado de calamidade pĂșblica e a volta do Orçamento de Guerra, que permitiu gastos extraordinĂĄrios no ano passado, quebrando regras fiscais; retomar do auxĂ­lio emergencial em parcelas de R$ 600; estabelecer de um piso emergencial de R$ 168,7 bilhĂ”es para a ĂĄrea da saĂșde; revogação do teto de gastos, que congela os gastos pĂșblicos.



Crédito da Foto: Mateus Pereira/GOVBa

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