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quinta-feira, abril 22, 2021

Paciente morre após infecções por variantes diferentes da Covid-19, diz estudo



Homem de 39 anos, morador do RS, se contaminou com a cepa de Manaus no fim de novembro de 2020 e, três meses depois, com a variante P.2, do Rio.


Jefferson Perleberg, especial para o Estadão Conteúdo


Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale estuda caso de homem que morreu após infecção por variantes diferentes da Covid-19.

Um estudo descreveu o caso de um paciente que morreu após se infectar duas vezes com diferentes variantes do novo coronavírus em Campo Bom, no Rio Grande do Sul.

O homem, de 39 anos, se contaminou com a cepa de Manaus no fim de novembro de 2020 e não teve sintomas. Pouco mais de três meses depois, ele contraiu outra variante (P.2), a do Rio. Ele foi intubado e morreu no dia 19 de março.

O paciente tinha histórico de comorbidades, como doença cardiovascular crônica e diabetes. O primeiro caso de reinfecção no Brasil foi confirmado pelo Ministério da Saúde no dia 9 de dezembro de 2020.

Segundo estudos, a variante P.1 surgiu em Manaus, em novembro. O artigo científico ainda sugere que o paciente foi um caso isolado de P.1, no momento da detecção, já que a variante se disseminou entre o final de janeiro e março no Rio Grande do Sul, o período mais crítico da pandemia.

Pesquisas já indicaram que a mutação identificada originalmente no Amazonas é mais transmissível. O estudo, do Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale, foi publicado na terça-feira (19) na Research Square e ainda não foi revisado por outros cientistas.

O surgimento de novas linhagens Sars-CoV-2 é uma preocupação mundial. O aparecimento de novas cepas do vírus, segundo cientistas, está relacionado ao aumento das taxas de transmissão em várias regiões do país.

Autoridades médicas e pesquisadores já veem o Brasil como uma espécie de "celeiro" de novas variantes, o que pode ameaçar o grau de proteção das vacinas, uma vez que ainda não se sabe com precisão a eficácia dos imunizantes contra essas novas formas do vírus.




Foto: Gerd Altmann/Pixabay

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