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quinta-feira, maio 13, 2021

Advogado de funcionário foragido do Atakarejo em Salvador quer revogação da prisão antes de cliente se apresentar: 'É testemunha'


Homem, que não teve identidade divulgada, é investigado por envolvimento no caso que terminou com assassinatos de Bruno Barros e Yan Barros, após furtarem carne em supermercado de Salvador.


O advogado de um dos funcionários do Atakarejo, que é considerado foragido pela polícia, disse que o cliente só vai se apresentar quando o pedido de prisão dele for revogado. O homem é investigado por envolvimento no caso que terminou com os assassinatos de Bruno Barros e Yan Barros, após furtarem carne em Salvador.

Segundo o advogado Tales Bezerra, o homem – que não teve identidade divulgada pela polícia – está sendo ameaçado de morte.

“Eu defendo os interesses do meu constituinte, e ele está completamente ameaçado. Foi ameaçado de morte, está recebendo ameaças de todos os lados. Então, infelizmente a gente não tem como apresentar o cliente sem os interesses dele serem atendidos”.

“Estamos aqui de boa fé, para reunir elementos probatórios para auxiliar nas investigações e, consequentemente, contribuir apresentando ele, mas não na condição de réu. Ele é testemunha”.

Tales criticou a polícia e a Justiça, e disse que falta cautela dos dois poderes na condução do caso. Disse ainda que vai solicitar a revogação da prisão, para só então o suspeito procurar a delegacia.

“O que falta é a devida cautela, tanto do pessoal da investigação quanto do poder judiciário também, para que possa negociar com a gente. A defesa está apta, quer auxiliar a Justiça. Até porque, um caso trágico desse, a gente precisa buscar a verdade. A defesa está aqui para trazer a verdade. Infelizmente, as investigações e todo o pessoal responsável estão sendo irrevogáveis quanto ao pedido da prisão temporária dele. Então, nós vamos adentrar os autos, vamos fazer o requerimento da prisão temporária”.

O advogado também alegou que não teve acesso aos autos e ao inquérito do caso, que ainda não foi concluído.

“Até o presente momento, a defesa sequer teve acesso aos autos, acesso ao inquérito. Todas as informações que estão sendo apresentadas são completamente descabidas, que não representam a verdade dos fatos. O nosso cliente, que é funcionário da prevenção de perdas, não teve nada a ver com toda essa situação".

Ainda de acordo com Tales, o funcionário não é segurança do estabelecimento, e trabalha na parte de prevenção de perdas do Atakarejo. Ele disse que o homem chega a aparecer em uma das filmagens, com um termômetro na mão.

“Na verdade, ele estava na imagem com um termômetro, aferindo a temperatura de pessoas. Inclusive, como já bem antes apresentado, a conduta dele é sequer omissiva. Ele pede calma. Está junto com o termômetro, tentando aferir a temperatura, e quando a confusão acontece ele está pedindo calma, ele está pedindo para que a situação cesse".

Nas imagens referidas pelo advogado, o homem que está com o termômetro não aparece agredindo Bruno e Yan, mas também não aparta o agressor de cima das vítimas. [Veja vídeo acima]

"Ele é um menino, tem 22 anos, tem dois filhos para cuidar, estava trabalhando já há dois anos no mercado. Preenche todas as circunstâncias judiciais do artigo 59 do código penal. Para a gente é uma surpresa. É necessário que haja cautela nessas investigações, porque a gente pode acabar, inclusive, trazendo um mal pior do que sentença condenatória”.

Seguranças presos e envolvimento do tráfico

Oito pessoas já foram presas. Três delas são funcionários do Atakarejo e outras cinco são suspeitos de tráfico de drogas e de envolvimento no crime.

Na segunda-feira (10), em uma entrevista coletiva, a polícia confirmou a versão da família de que tio e sobrinho foram entregues aos suspeitos de tráfico pelos funcionários do supermercado. No mesmo dia, os três funcionários do Atakarejo foram presos em uma operação policial.

Na mesma coletiva, a polícia disse que os seguranças pediram R$ 700 para liberar as vítimas. Três celulares, requisitados pela polícia, foram entregues pelo advogado do supermercado, no DHPP. Os aparelhos eram usados pelo encarregado de prevenção de perdas, gerente de operações e pelo gerente geral.


Foto ::: Reprodução / G1

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