JUSTIÇA SÓ PARA PROTEGER BANDIDOS 🤮 Um ano e meio após jovem ser morta por ex-namorado na BA, família denuncia processo inativo na Justiça: 'Seguimos na luta' 🤮 - Observador Independente

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segunda-feira, maio 17, 2021

JUSTIÇA SÓ PARA PROTEGER BANDIDOS 🤮 Um ano e meio após jovem ser morta por ex-namorado na BA, família denuncia processo inativo na Justiça: 'Seguimos na luta' 🤮


Caso aconteceu em Cachoeira. Vítima tinha medida protetiva contra ex-companheiro, que descumpriu determinação judicial e matou a jovem enquanto ela voltava da universidade.



Um ano e meio após a estudante de Serviço Social, Elitânia de Souza da Hora, ser assassinada em Cachoeira, cidade do Recôncavo Baiano, a família da vítima denuncia que o processo está inativo no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA).

Elitânia teve a vida interrompida aos 25 anos, pelo ex-namorado, José Alexandre Passo Góes Silva. Ela foi assassinada a tiros enquanto voltava da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), onde era aluna.

A reportagem consultou o portal público do TJ-BA e não conseguiu encontrar o processo, que foi movido pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). A família da vítima denuncia que o processo desapareceu porque o réu, José Alexandre, é filho de um ex-desembargador.
Ele é filho de um ex-desembargador, por isso o processo não existe. A gente só sabe que o pai dele não exerce mais o cargo. Estamos lutando, a gente segue lutando por justiça, mas como não temos condições de colocar um advogado para acompanhar, a gente não sabe muita coisa sobre o caso,

contou o irmão da vítima, Rodrigo de Souza da Hora.

Em contato com o TJ-BA para saber o porquê de o processo estar inativo, bem como para apurar se o réu está preso e qual o posicionamento da instituição sobre as alegações da família, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria. A reportagem também não conseguiu o contato da defesa de José Alexandre.

A gente nem sabe se ele ainda está preso, só vemos o povo falando que ele está solto, que está em uma fazenda. Minha mãe está muito abalada ainda, com a morte dela [Elitânia]. O que mais ela quer saber é se ele está preso, 

disse Rodrigo.

Impunidade


O segundo o G1 que entrou em contato com o MP-BA, responsável por denunciar José Alexandre à Justiça, para saber se o órgão segue acompanhando o caso, e quais medidas foram ou serão tomadas com a inatividade do processo, mas também não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Feminicídio

Elitânia de Souza da Hora foi morta a tiros a caminho de casa após deixar aula na Bahia 
Foto: Reprodução/Facebook


Elitânia foi morta no dia 27 de novembro de 2019. A vítima estava acompanhada de uma amiga, quando foi baleada. Elitânia chegou a ser socorrida e foi levada para um hospital, mas não resistiu.

Durante as investigações, a polícia apontou que o feminicídio de Elitânia foi motivado porque José Alexandre não aceitava o fim do relacionamento dos dois, e assim resolveu acabar com a vida da jovem.

Meses antes de assassinar Elitânia, José Alexandre agrediu a vítima, que denunciou ele à polícia, entrou na Justiça e conseguiu uma medida protetiva contra ele. A medida, que determinava que ele não se aproximasse dela, não preservou a vida da jovem.

No dia seguinte ao assassinato da vítima, a Justiça decretou a prisão preventiva de José Alexandre, a pedido do delegado João Mateus, responsável por investigar o caso. O corpo de Elitânia foi enterrado no dia 29 de novembro do mesmo ano, em Cachoeira.

O assassino 

José Alexandre Passo Góes Silva foi preso por matar a ex-namorada, Elitânia de Souza da Hora, na cidade de Cachoeira, na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

Ele é filho de um ex-desembargador, por isso o processo não existe. A gente só sabe que o pai dele não exerce mais o cargo. Estamos lutando, a gente segue lutando por justiça, mas como não temos condições de colocar um advogado para acompanhar, a gente não sabe muita coisa sobre o caso,
contou o irmão da vítima, Rodrigo de Souza da Hora.

 

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