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sábado, maio 15, 2021

Professores ligados ao PT, PCdoB e PSol, da Uneb decidem paralisar atividades em protesto contra retorno das aulas presenciais




Após assembleia realizada nesta última quinta-feira (13/5), os professores da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) decidiram paralisar as atividades acadêmicas remotas na próxima quarta-feira (19). De acordo com a Associação dos Docentes da Uneb (Aduneb), o protesto é contra o Projeto de Lei (PL) que obrigará o retorno das aulas presenciais em escolas e universidades públicas e particulares.


Na assembleia, a Aduneb também aprovou atividades de mobilização, nas cidades em que estão localizados os 24 campi da universidade, para dialogar com a sociedade. Entre as ações previstas estão a utilização de carros de som, fixação de faixas, spots e entrevistas em rádios e a ocupação das redes sociais com publicações e compartilhamento de peças gráficas. Além da instituição baiana, a paralisação por 24 horas dever ocorrer também por várias universidades públicas em todo o país.

PROJETO DE LEI

O PL citado na assembleia foi aprovado na Câmara dos Deputados em regime de urgência no dia 20 de abril, e agora tramita no Senado. A proposta torna a educação básica e a superior serviços essenciais, ou seja, que não podem ser interrompidos durante a pandemia.

"Atravessamos o pior momento da pandemia. A tragédia tem mais de 430 mil mortes e a vacina chega a conta-gotas. Diante desse cenário, um PL genocida que tem como objetivo atender aos interesses econômicos dos empresários da educação privada, quer colocar em risco todas as comunidades acadêmicas do país, nossos familiares e, consequentemente, toda a sociedade. Retorno presencial, nesse momento, significará aumento da taxa de contágio, mais mortes, lotação das U.T.I.s e caos generalizado", afirma a coordenadora da Aduneb, Nillza Martins.

A professora Irê Oliveira, também coordenadora da AdUneb, esclarece também que docentes e servidores técnicos das universidades continuaram a trabalhar, desde o início da pandemia, mas de forma remota. "Desejamos muito voltar às aulas presenciais. Porém, nesse momento, o essencial é a vida. O retorno precisa ser com total segurança, com as estruturas das instituições de ensino adequadas às normas sanitárias, sobretudo nas universidades e escolas públicas. Defendemos o retorno somente a partir da imunização de toda a comunidade acadêmica", ressalta.

Nesta sexta (14) a coordenação do sindicato participa de uma reunião para discutir ações, caso o PL seja sancionado. Uma nova assembleia de professores deve ocorrer na próxima quinta (20).


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Foto :::: Reprodução 

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