Agricultor que denunciou esquema de grilagem na Operação Faroeste é assassinado em Barreiras, BA - Observador Independente

Acontecendo

Bem-vindo! Hoje é
PrefSSA

segunda-feira, junho 14, 2021

Agricultor que denunciou esquema de grilagem na Operação Faroeste é assassinado em Barreiras, BA



Crime aconteceu na noite de sexta-feira (11). Em 2020, vítima denunciou à polícia que suas terras estavam sendo invadidas por pessoas ligadas às organizações criminosas investigada pela Operação Faroeste.


Um agricultor de 61 anos foi assassinado a tiros no bairro Bandeirantes, em Barreiras, no Oeste da Bahia, na noite da última sexta-feira (11).


Em 2020, Paulo Antônio Ribas Grendene denunciou à polícia que suas terras estavam sendo invadidas por pessoas ligadas às organizações criminosas investigada pela Operação Faroeste - que apura a venda de decisões judiciais para legalização de terras no estado.(leia detalhes mais abaixo).

A polícia investiga o crime e, até última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso.

O crime

O agricultor passava de carro pelo local quando foi interceptado por dois homens armados e encapuzados. A dupla disparou várias vezes contra a vítima, que morreu na hora.

Os suspeitos fugiram e a delegacia da cidade tenta localizá-los através das imagens das câmeras de segurança da rua.

Denúncia sobre invasões

Uma associação de produtores rurais, da qual Grendene fazia parte, emitiu uma nota sobre o caso.

No documento, a associação informou que, no fim do ano passado, a vítima denunciou à polícia que suas terras estavam sendo invadidas por pessoas ligadas às organizações criminosas investigada pela Operação Faroeste.

A polícia ainda não detalhou se o assassinato do agricultor tem ligação com a operação. Grendene era paranaense e morava na Bahia há 30 anos.

O corpo dele foi levado para a cidade de Nova Londrina (PR), onde ele nasceu. Ainda não há informações sobre o sepultamento.

Operação Faroeste

Sede do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), em Salvador — Foto: Alan Oliveira/G1

A operação começou no final de 2019.

  • 19 de novembro - a primeira fase da Operação Faroeste teve a prisão de quatro advogados, o cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão e o afastamento dos seis magistrados;
  • 20 de novembro - a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) instaurou procedimento contra os magistrados do TJ-BA.
  • 23 de novembro - a Polícia Federal prendeu o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, da 5ª vara de Substituições da Comarca de Salvador, em mais um desdobramento da Operação Faroeste;
  • 29 de novembro - a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), foi presa. Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), ela estaria destruindo provas e descumprindo a ordem de não manter contato com funcionários. Indícios sobre isso foram reunidos pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF);
  • 19 de dezembro - na última fase, que foi batizada de Estrelas de Nêutrons, quatro mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o objetivo de obter provas complementares da possível lavagem de ativos. Os alvos foram um joalheiro e e um advogado.
Ao longo das fases anteriores da operação foram presos:
  • Maria do Socorro Barreto Santiago (desembargadora);
  • Sérgio Humberto Sampaio (juiz de primeira instância);
  • Adailton Maturino dos Santos (advogado que se apresenta como cônsul da Guiné-Bissau no Brasil);
  • Geciane Souza Maturino dos Santos (advogada e esposa de Adailton Maturino dos Santos);
  • Antônio Roque do Nascimento Neves (advogado);
  • Márcio Duarte Miranda (advogado e genro da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago).

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui sua opínião

NE-Sem fome
-->