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sexta-feira, junho 18, 2021

Enfermeiros relatam rejeição da população à vacina da AstraZeneca/Oxford





Especialistas ressaltam que efeitos colaterais são comuns com qualquer vacina e não diminuem o efeito contra o novo coronavírus.


Jaqueline Frizon, da CNN no Rio de Janeiro


O Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro (Sindenfrj) recebeu relatos de profissionais que atuam nos postos de vacinação sobre a rejeição da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca/Oxford.

Febre, fadiga e mal-estar são os sintomas mais comuns para uma em cada cinco pessoas que recebem a primeira dose do imunizante da AstraZeneca/Oxford, de acordo com os estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Especialistas ressaltam, porém, que efeitos colaterais são comuns com qualquer vacina e não diminuem o efeito contra o novo coronavírus.

“É muito frequente o indivíduo receber uma vacina e apresentar alguns sintomas, que chamamos de eventos adversos ou eventos colaterais, e com algumas vacinas isso é mais frequente”, afirmou Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, à CNN.

O pesquisador atuou no desenvolvimento da vacina no Brasil e afirma que as reações são esperadas e podem ser combatidas com medicamentos comuns.

"Não é hora de nos preocuparmos com esses efeitos que são leves, transitórios e vão se resolver espontaneamente ou com ajuda de antitérmicos e analgésicos comuns. E outra boa noticia para quem já tomou a primeira dose e teve reação: as chances dessas reações ocorrerem na segunda dose é muito menor.”

Mas, segundo o Sindenfrj, os chamados "peregrinos da vacina" vão de posto em posto, perguntando qual é o imunizante que está sendo aplicado, até encontrarem uma alternativa à AstraZeneca/Oxford.

A assessora de imprensa, Letícia Namorato, optou por um posto com doses da Pfizer. “Eu tenho visto algumas pessoas tendo mais relações com AstraZeneca, né? Então, eu gostaria de não ter reação devido meu trabalho, muitas coisas que eu tenho pra fazer, então eu não quero ficar em casa e ter reação”, falou à CNN.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) lembra que as pessoas devem ser imunizadas com a vacina disponível no posto naquele momento, já que escolher a vacina e se recusar a tomar outra é um equívoco que retarda a proteção da pessoa e a deixa vulnerável, desnecessariamente, por mais tempo.

A farmacêutica AstraZeneca informou à CNN que não há contraindicações que justifiquem a restrição do imunizante para algumas pessoas.



Foto ::: ATHIT PERAWONGMETHA/REUTERS

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