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domingo, julho 25, 2021

APENAS PARA ATRAPALHAR 🤮 MP-BA pede embargo das obras do Hospital Otávio Mangabeira em Salvador




O Ministério Público da Bahia (MP-BA) requereu ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) que paralise as obras do Hospital Otávio Mangabeira, localizado no bairro do Pau Miúdo, em Salvador, até que os órgãos emitam pareceres sobre a conformidade do projeto com as especificidades quanto à preservação arquitetônica do prédio, patrimônio tombado.


O governo do Estado anunciou investimento de R$ 30 milhões na reforma e modernização da unidade de saúde e as obras tiveram início na última quinta-feira, 22, com previsão de conclusão de dez meses.

“O Otávio Mangabeira é de extrema importância para o patrimônio histórico e cultural da Bahia, pois criado em 1942, no auge do modernismo, e construído para tratamento da tuberculose, tendo sua construção arquitetônica relacionada a essa categoria de tratamento", disse a promotora Cristina Seixas Graça.

Conforme a representante do MP-BA, estudos realizados pelo Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Nudephac) do órgão e pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) apontam inconsistências no projeto de reforma e ampliação quanto à preservação do perfil arquitetônico do prédio.

Contatado pelo Portal A Tarde, o diretor-geral do Ipac, João Carlos Oliveira informou que o órgão segue análise técnica e se manifestará de forma sempre oportuna nos procedimentos administrativos.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), serão realizadas intervenções em toda a estrutura, como a substituição de toda a rede elétrica e hidráulica, construção de banheiros nas enfermarias, novas torres de elevadores, novas UTIs, novo centro cirúrgico, além de caixa d’água superior e novo telhado.

O Ministério Público baiano também manifestou a necessidade de ajustar os fluxos entre as equipes médicas da unidade com aquelas que estão recebendo os pacientes. O órgão informou que acompanha o trabalho da Comissão de Desmobilização dos Serviços de Saúde da Sesab, e uma comissão formada terá 30 dias para entregar um relatório sobre as atividades, que deve incluir também a destinação de materiais, equipamentos e insumos, além de informar sobre a adequada transferência dos pacientes internados.

Ainda conforme a Sesab, os pacientes com tuberculose e HIV que necessitam de hospitalização passarão a ser atendidos no Instituto Couto Maia. Já os pacientes com o diagnóstico de BK irão para unidades assistenciais de longa permanência e o ambulatório de pneumologia permanece em funcionamento, com cerca de quatro mil pessoas atendidas por mês.

Já os servidores estaduais, cerca de 830 profissionais da assistência, sendo 487 estatutários, serão realocados.

"Quando for reaberto, a unidade seguirá o perfil atual. Não há razão para temor, nem para alimentar boatos de fechamento definitivo", afirma a pasta.


 Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

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