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quarta-feira, julho 21, 2021

Operação Faroeste 🤠 Polícia prende suspeitos de matar empresário que denunciou grileiros no oeste da BA



Ação é realizada desde o início da manhã desta quarta-feira (21), na cidade de Barreiras. Três policiais militares e dois empresários foram presos.


Uma operação da Polícia Civil é realizada em Barreiras, no oeste da Bahia, desde o início da manhã desta quarta-feira (21), para cumprimento de cinco mandados de prisão contra suspeitos de envolvimento na morte do empresário Paulo Grendene, assassinado no dia 11 de junho.

A vítima foi morta a tiros após denunciar a ação de grileiros na região. Nesta quarta, três policiais militares e dois empresários foram presos, suspeitos de envolvimento com o crime.

Os agentes continuam em busca de um sexto investigado para cumprir todos os mandados de prisão expedidos. A delegada Rogéria Araújo, diretora do Departamento de Polícia do Interior (Depin), explicou detalhes.

“Ainda temos mais um dos alvos, que não foi localizado, mas a equipe está na rua. Esperamos cumprir totalmente esses mandados, além de 11 mandados de busca e apreensão que já foram feitos com apreensão de arma de fogo e aparelhos eletrônicos para serem encaminhados para a perícia”, disse.

A ação é um desdobramento da Operação Faroeste, que investiga a existência de uma organização criminosa formada por magistrados e autoridades judiciais, além de servidores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), empresários e intermediários.

A operação desta quarta-feira envolve 84 policiais da região de Barreiras e outros municípios vizinhos, além de equipes da Corregedoria da Polícia Civil. Além dos mandados de prisão, são cumpridos outros de busca e apreensão.

“Não podemos divulgar nomes, mas o importante é dizer que foi uma morte que sabemos que trouxe grande repercussão, não só na região oeste do estado, mas foi divulgada a nível nacional. E o Departamento de Polícia do Interior tomou a frente da investigação, trazendo delegados e equipes de fora”, comentou a delegada.


Operação Faroeste

A Operação Faroeste foi deflagrada no final de 2019 e tinha, inicialmente, o objetivo de investigar a existência de uma organização criminosa formada por magistrados e servidores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), além de advogados, empresários e intermediários.

Conforme o MPF, a atuação do grupo envolve atuação de comercialização de sentenças judiciais para favorecer grilagem de terras no oeste da Bahia. Nos meses seguintes, porém, outros esquemas foram descobertos e continuam sendo investigados.

Cronologia da Operação Faroeste

A primeira fase da Operação Faroeste ocorreu em 19 de novembro de 2019, com a prisão de quatro advogados, o cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão e o afastamento dos seis magistrados.
  • No dia 20 de novembro de 2019, a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) instaurou procedimento contra os magistrados do TJ-BA.
  • Três dias depois, a Polícia Federal prendeu o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, da 5ª vara de Substituições da Comarca de Salvador, em um desdobramento da Operação Faroeste.
  • Em 29 de novembro de 2019, a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), foi presa. Segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), Maria do Socorro estaria destruindo provas e descumprindo a ordem de não manter contato com funcionários. Indícios sobre isso foram reunidos pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF).
  • Em dezembro de 2019 foi iniciada outra fase batizada de Estrelas de Nêutrons, quatro mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o objetivo de obter provas complementares da possível lavagem de ativos. Os alvos foram um joalheiro e um advogado.
  • Em março de 2020, ocorreu outra fase da operação. A desembargadora Sandra Inês foi presa na época.
  • Em abril de 2020, a desembargadora Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo foi exonerada do cargo de Supervisora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).
  • No início de maio de 2020, a Corte Especial do STJ decidiu tornar réus quatro desembargadores e três juízes do TJ-BA alvos da Operação Faroeste.
  • Em dezembro do mesmo ano, ex-cantora da banda Timbalada, Amanda Santiago, filha da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), foi um dos 35 alvos de mandados de busca e apreensão da nova etapa da Operação Faroeste.
  • Em janeiro de 2021, a desembargadora Lígia Ramos, seus filhos Arthur e Rui Barata, e mais três advogados foram denunciados pelo MPF, por organização criminosa.
  • Em junho de 2021, foi preso em Barreiras um homem suspeito de pedir propinas em nome do juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, investigado na operação.
  • Ainda em junho, um agricultor que denunciou esquema de grilagem na Operação Faroeste foi assassinado em Barreiras.
  • No dia 22 do mesmo mês, o STJ revogou prisão da desembargadora Lígia Ramos.
  • Em 24 de junho, o STJ determinou a manutenção da prisão de desembargadora Ilona Reis, após pedido da PGR.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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