Em 1º dia de retorno presencial em Salvador, APLB se opõe às aulas presenciais e diz que vai acionar o MP-BA: 'Salvar vidas' - Observador Independente

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segunda-feira, setembro 27, 2021

Em 1º dia de retorno presencial em Salvador, APLB se opõe às aulas presenciais e diz que vai acionar o MP-BA: 'Salvar vidas'





Secretaria Municipal de Educação (Smed) informou que só vai se posicionar sobre o caso no final do dia.


Esta segunda-feira (27) seria o primeiro dia de retorno das aulas 100% presenciais em Salvador. No entanto, os professores se opuseram e não aderiram ao retorno. O Sindicato dos Trabalhadores da Educação da Bahia (APLB) informou que vai acionar o Ministério Público da Bahia (MP-BA).

De acordo com o presidente da APLB, Rui Oliveira, a categoria não foi consultada para que a decisão fosse tomada e por isso não aderiu à medida. Insatisfeitos, os professores fizeram uma assembleia virtual nesta segunda e criticaram a decisão da prefeitura de Salvador.

"Não é hora de ter aula 100% presencial, as escolas não têm estrutura. Queremos cumprir os protocolos de segurança. A [variante] delta esta aí provocando mortes no Brasil. Vamos chamar o Ministério Público, porque queremos preservar vidas", 

disse Rui Oliveira.

Além de cobrar mais estrutura nas escolas, como janelas e pias, a categoria também reivindica mais profissionais de limpeza para garantir a higienização das escolas.

Na assembleia, a categoria decidiu que a retomada 100% presencial ainda não será retomada, e uma nova reunião deverá ser feita com a Secretaria Municipal de Educação (Smed) e a prefeitura. A Smed informou que só vai se posicionar sobre o caso no final do dia.

As aulas presenciais foram suspensas em março do ano passado, no início da pandemia da Covid-19 em toda a Bahia. Em julho deste ano, as aulas voltaram a acontecer em formato híbrido – metade presencial, metade virtual – na rede estadual, mas a adesão foi baixa.

Em Salvador, as aulas semi presenciais retornaram no final de agosto. Com aproximadamente 160 mil estudantes na rede municipal, a capital baiana tem 400 escolas e oito mil professores.

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