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sexta-feira, setembro 03, 2021

Imagens mostram mulher com ex-companheiro antes de desaparecer na BA; ela foi achada morta e homem é suspeito




Gabriela Jardim Peixoto foi encontrada morta seis dias após ser dada como desaparecida. Ex-companheiro da vítima é suspeito do crime e testemunhas relatam que a relação dos dois era conturbada.


Imagens de câmeras de segurança instaladas em um posto de combustível em Feira de Santana, a cerca de 100 quilômetros de Salvador, registraram os últimos momentos de Gabriela Jardim Peixoto, de 35 anos, antes de desaparecer e ser encontrada morta. Segundo a polícia, o ex-companheiro da vítima, o médico Antônio Marcos Rego Costa, é o principal suspeito de cometer o crime.

O material foi a primeira pista seguida pela polícia para investigar o caso. No vídeo, é possível ver o carro de Antônio Marcos chegando ao posto de combustível, por volta das 18h do domingo, 22 de agosto, mesmo dia em que Gabriela foi dada como desaparecida.

Minutos depois, o automóvel de Gabriela se aproxima da bomba de combustível ao lado. Antônio Marcos desce do veículo, vai ao encontro de Gabriela e dá algumas orientações para a mulher. Em seguida, ela estaciona o próprio carro e entra no do ex. Dentro do veículo, os dois aparentam ter tido uma discussão.

Gabriela foi encontrada morta no dia 28 de agosto, às margens da BR-116, em Feira de Santana, após seis dias de desaparecimento. Ela foi achada sem as roupas, da cintura para cima.

Na última segunda-feira (30), a delegada que está à frente do caso, Klaudine Passos, disse que testemunhas relataram ter visto a vítima chorando no posto de gasolina. O carro da mulher foi encontrado abandonado no local, com todos os pertences dela.

Segundo a delegada, eles saíram do posto e foram até um estabelecimento na Avenida Fraga Maia. Posteriormente, o carro do suspeito foi visto na BR-116, por volta das 2h.

Investigações

A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do ex-companheiro. Gabriela deixou uma filha, mas não há informações se o suspeito é pai da criança. Os dois foram casados durante quatro anos.

"As provas indiciárias não trazem outra pessoa que teria praticado o fato. Até agora, todas as provas corroboram que o autor é o suspeito. Estamos aqui numa linha de ciúmes”, 

detalha a delegada.
Em depoimentos, testemunhas relataram que os dois viviam um relacionamento com animosidades.

"Já ouvimos a secretária de Gabriela, que disse que o casal tinha uma relação conturbada, com algumas agressões que nós não conseguimos constatar a nível de ocorrência, porque são inexistentes”, 

explica a delegada.

O suspeito ainda não foi encontrado. O carro dele foi apreendido em um condomínio e segundo a perícia, apresentava vestígios de sangue, mesmo tendo sido lavado.

A principal linha de investigação é que o crime tenha sido praticado por ciúmes. O advogado do médico, Guga Leal, negou a participação do cliente no crime.


Fotos: Reprodução/TV Subaé / G1

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