Dias de terror 👹 Salvador vive escalada de violência com ataques armados e disputa entre facções criminosas 👹 - Observador Independente

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quarta-feira, outubro 27, 2021

Dias de terror 👹 Salvador vive escalada de violência com ataques armados e disputa entre facções criminosas 👹



Três ataques no mês de outubro deixaram ao menos 26 baleados e oito mortos. Onda de violência vai de regiões periféricas à bairro cartão postal da capital baiana


Seis pessoas foram baleadas em um ataque armado na noite de sábado (23), em um bar no bairro da Fazenda Grande do Retiro, em Salvador. No mesmo dia, em outro ponto da cidade, foram registrados tiroteios em ao menos três localidades do bairro de Valéria.

A situação tem se tornado rotina na capital baiana. No mês de outubro, três ataques armados deixaram ao menos 26 pessoas baleadas e oito mortos. Em comum, o fato de que os ataques ocorreram em bairros periféricos da cidade.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, uma das explicações é a disputa de território pelo tráfico de drogas por grupos de facções rivais.

Os três ataques armados realizados em outubro aconteceram com menos de 15 dias de diferença. Na noite do dia 12, seis pessoas morreram e 12 ficaram feridas após um grupo armado atirar contra pessoas que estavam em uma festa de rua, do tipo ‘paredão’, em uma transversal da Rua Régis Pacheco, no bairro do Uruguai, em Salvador.

No dia seguinte, o governador da Bahia, Rui Costa anunciou, através das redes sociais, a proibição das festas ‘paredão’ em todo estado. "Não vamos permitir mais nenhuma festa de paredão na Bahia. Para festas serem realizadas fechando ruas, as prefeituras precisarão autorizar e comunicar à Polícia Militar previamente. Caso não haja autorização prévia, a PM deverá apreender os equipamentos sonoros", disse o governador.

Nos últimos dois meses, 11 pessoas morreram em trocas de tiros durante festas "paredões", no estado. 
No entanto, uma semana após o crime no bairro do Uruguai, um novo ataque armado deixou 10 baleados e um morto no bairro da Capelinha de São Caetano. Quatro dias depois, uma segunda vítima do ataque morreu no hospital. De acordo com a Polícia Militar, o tiroteio aconteceu em represália a uma tentativa de homicídio ocorrida no mesmo dia no bairro de Santa Luzia do Lobato, também em Salvador.

Apenas cinco dias depois deste segundo ataque, outra ação do tipo foi registrada na capital baiana. Desta vez, seis pessoas ficaram feridas em um ataque a um bar no bairro da Fazenda Grande do Retiro. Segundo informações da Polícia Civil, testemunhas disseram que o alvo dos criminosos era um homem suspeito de tráfico de drogas que estaria no local. Em nenhum dos dois ataques havia a realização de festas do tipo "paredão".

No mesmo dia, um intenso tiroteio aterrorizou moradores do bairro de Valéria. A troca de tiros foi entre facções que disputam o tráfico de drogas na região. Após o tiroteio, uma base móvel da Polícia Militar foi instalada no bairro, que teve o policiamento reforçado por prazo indeterminado.

O bairro de Valéria é considerado estratégico para o tráfico de drogas porque fica perto de duas rodovias, a BR-324 e a BA-528, conhecida como Estrada do Derba. Além disso, o bairro, que fica nos limites de Salvador com o município de Simões Filho, conta com uma extensa área de matagal, o que, segundo a polícia, facilita a ação de criminosos.

Em agosto, o bairro de Valéria já havia sido ocupado pela PM após a escalada da violência no local. Na ocasião, a PM afirmou que a determinação havia partido do comandante geral, coronel Paulo Coutinho.


Foto ::: Reprodução / FotoArte / G1

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