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sexta-feira, outubro 01, 2021

'Estamos pedindo socorro', afirmam comerciantes do Shopping Popular em manifestação nesta sexta-feira em Feira de Santana


Eles pedem redução das taxas.


Os comerciantes do Shopping Popular Cidade das Compras estão reunidos nesta sexta-feira (1º), em Feira de Santana, em um protesto chamado “Grito dos Camelôs’, com o objetivo de reivindicar a redução de taxas do empreendimento e melhores condições de trabalho. Eles saíram em caminhada com destino à prefeitura e relatam que estão pedindo socorro, pois não têm condições de pagar os valores estipulados, devido ao fraco movimento e falta de clientes no local.

Uma comerciante, que não se identificou, disse que os comerciantes querem que seja estabelecido um preço justo para as taxas de aluguel, condomínio e energia elétrica.

“Não temos condições de pagar esse preço que estão cobrando de R$ 568. Malmente a gente está conseguindo pagar o valor de R$ 190. São taxas abusivas”, lamentou.

Outro comerciante também reclamou do valor das taxas cobradas e disse que no local não consegue vender quase nada o dia inteiro.

“Como é que vamos pagar se o movimento não existe? Passamos o dia todo para vender R$ 10 e, às vezes, não vendemos nada”, afirmou.

Uma comerciante relatou que teve a energia elétrica de seu box cortada essa semana por falta de pagamento. Ela frisou que não teve condições de pagar e que a situação dos camelôs é preocupante.

“Estamos aqui para reivindicar. Estamos pedindo socorro. Cortaram minha luz e nem um acordo eu consegui fazer”, frisou.
Os comerciantes estão concentrados em frente à prefeitura e muitos estão com boletos das taxas que são pagas em mãos. Os valores das taxas variam de acordo com o tamanho dos boxes.

Na opinião do camelô Emerson Santos Mascarenhas que trabalha no Shopping Popular com confecções e calçados, o ideal para atrair clientes para o entreposto seria levar bancos, agência dos Correios, entre outros serviços. Ele comentou que os comerciantes estão sofrendo com as taxas altas e querem que o Ministério Público possa reaver os contratos.

“Nós estamos lutando pelos nossos objetivos. Nós somos camelôs e estamos lutando, temos que pagar o preço justo, estamos em uma pandemia e precisamos nos unir, estamos unidos pelo nosso bem estar e no momento o preço justo da taxa de condomínio que é dividida por nós seria um valor entre R$10 ou 15. A gente não quer ficar de graça a gente quer pagar”, pontuou.

O comerciante acrescentou ainda que é preciso que o poder público de Feira de Santana possa dar um auxílio a categoria, de forma a ajudá-la com o trabalho no Shopping Popular.


Com informações e fotos do repórter Paulo José do Acorda Cidade


Reportagem em andamento.

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