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quarta-feira, outubro 27, 2021

Pleiteada desde 2018, licitação dos 'amarelinhos' segue pendente e pode ficar para 2022




Anderson Ramos / Jade Coelho


Pleiteada desde 2018, a licitação para operação do Subsistema de Transporte Especial Complementar (Stec), os “amarelinhos”, segue pendente em Salvador. Sem entrar em detalhes, o secretário de Mobilidade da capital, Fabrizzio Müller, disse, nesta terça-feira (26), apenas que a pasta “está trabalhando nela”.

“O Ministério Público tem acompanhado. Em razão de todos os problemas que aconteceram com a CSN [Concessionária Salvador Norte], todos esses problemas de distribuição, intervenção, operação direta, isso tudo atrasou esse planejamento, mas a gente está focado nesse trabalho agora para que a gente possa, eu não sei se esse ano, mas a gente está correndo com isso”, disse.

Conforme sinalizado por Müller, o Ministério Público do Estado (MP-BA) está envolvido nos diálogos e pleiteia que o serviço seja licitado. Em 2018, quando o pleito veio à tona, a promotora Rita Tourinho, integrante do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (Gepam), chegou a comentar que a licitação foi realizada uma vez, mas que os contratos estavam fora do prazo, além das obrigações vencidas.

Nesta quarta-feira (27), os permissionários terão uma audiência no MP com a Secretaria de Mobilidade (Semob) para discutir o assunto. O presidente da Cooperativa de Transporte Alternativa de Salvador (Coopetacs), João Campos, espera que a licitação possa dar esperança aos permissionários do setor. Ele aponta os impactos da pandemia da Covid-19 no setor, que provocou redução de cerca de 50% da demanda. Esse fato ainda fez com que houvesse queda na operação. Das 291 concessões, cerca de 215 estão operando, informou.

“Ainda estamos vivendo um momento de extrema dificuldade no transporte público de todo o Brasil. Sabemos que a prefeitura fez todo um esforço para salvar algumas empresas e estamos esperando que nessa audiência possamos tratar do problema”, disse Campos.

Além disso, o presidente da cooperativa espera que a licitação possa trazer melhoria na prestação do serviço, inclusive com o aumento dos números de veículos e no combate ao transporte irregular. “Eu acredito que seja necessário que os amarelinhos possam preencher algumas lacunas que temos no sistema de modo geral. É dado muito espaço aos clandestinos fazerem o trabalho de forma precária que eles fazem. Espero que possa sim aumentar a nossa frota”, argumentou em conversa com o Bahia Notícias.

Apesar da expectativa, o secretário Fabrizzio Müller admitiu ao Bahia Notícias, que, a princípio, a ideia é de manter o número de veículos.

O presidente da Coopetacs espera ainda que a leitura da gestão municipal não seja de que os permissionários ou os amarelinhos são “inimigos”, mas sim como “parceiros para atender as necessidades da cidade”. “Se houver greve dos rodoviários, o amarelinho está aí pra servir. Se tem conflito entre grupos rivais onde os ônibus convencionais se recusam a ir, os amarelinhos estão aí pra servir. Então espero que os poderes competentes vejam o amarelinho do que jeito que ele merece ser olhado”, justificou.



Foto: Reprodução/TV Bahia

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