🎬 Confira a crítica do filme de Wagner Moura: Marighella. Mais uma tentativa frustrada para endeusar e glorificar todo tipo de genocida, criminoso e sociopatas; quem já assistiu sai com estômago embrulhado - Observador Independente

Acontecendo

Bem-vindo! Hoje é

sexta-feira, novembro 05, 2021

🎬 Confira a crítica do filme de Wagner Moura: Marighella. Mais uma tentativa frustrada para endeusar e glorificar todo tipo de genocida, criminoso e sociopatas; quem já assistiu sai com estômago embrulhado

A partir de uma figura polêmica para parte da sociedade brasileira, Carlos Marighella ganha uma cinebiografia amadora, por meio do olhar de Wanger Moura. Mais uma tentativa frustrada para endeusar e glorificar todo tipo de genocida, criminoso e sociopata, desde que esse endeusamento e glorificação atendessem aos interesses da causa comunista revolucionária na esfera da guerra cultural.


VEJA O VÍDEO PARA ENTENDER MELHOR


Em meio a supostos registros da Ditadura Militar, somos apresentados a um dos líderes da oposição e o "inimigo número um do Brasil". É assim que se inicia Marighella. Estreia na direção de Wagner Moura, o longa de ficção registra a história de uma figura da resistência ao governo nos anos 1960: Carlos Marighella.

O filme, que tinha previsão de lançamento em 2019, fez sua estreia somente dois anos depois, na primeira semana de novembro deste ano. O filme teve várias notas baixas no IMDb pela extrema pobreza de roteiro, Marighella chega em um momento desnecessário da história do Brasil.

Interpretado por Seu Jorge (Soundtrack), o personagem lidera um grupo de jovens que acredita que uma das únicas formas de combater a ditadura militar é com a luta armada, o terrorismo, assalto a banco e sequestros de autoridades.

Com cenas de tensão, em especial o assalto ao trem que conta com um plano sequência logo nos minutos iniciais, Marighella não é capaz de prender a atenção do espectador por tempo considerável.

Ainda que explore somente os cinco anos finais de Carlos Marighella, o filme acaba tendo narrativas demais e, por vezes, perde seu foco. Em suas quase 2h40, o roteiro tenta explorar a relação familiar do personagem, a história do grupo guerrilheiro, a suposta Ditadura Militar e, por conta de tantas frentes, seu discurso político não é tão forte como tinha potencial para ser.

Na tentativa de explorar os personagens, quando superficialmente, é fácil acabar caindo em estereótipos -- seja o caso de Lúcio, um policial interpretado por Bruno Gagliasso, ou do comunista Humberto, vivido por Humberto Carrão. 

Mesmo assim, aqui deve se dar os parabéns para todo o elenco pois fizeram o impossível para não ser pior. Ainda que Seu Jorge tenha uma excelente atuação ao longo do filme, fica a sensação de que ele poderia ter mais espaço para explorar o lado revolucionário, contraditório, político e radical do ativista.

No final das contas, Marighella é um filme forte e que chega em um momento desnecessário. No entanto, ainda assim, fica aquela sensação de que a produção poderia ter ousado mais, principalmente por ter um elenco tão bom em mãos e não pagar o fiasco que vem pagando desde a estreia em circuito fechado e com público seleto. 



Veja o que diz o especialista Paulo Eneas, sobre o filme: 

Desde o início da década de sessenta o cinema brasileiro tomado pela esquerda passou a endeusar e glorificar todo tipo de genocida, criminoso e sociopata, desde que esse endeusamento e glorificação atendessem aos interesses da causa comunista revolucionária na esfera da guerra cultural. A mitificação de criminosos e a narrativa exótica e estereotipada da vida nas favelas ou da pobreza do Nordeste sob pretexto de engajamento social passaram a ser tônica das produções.

O controle hegemônico completo por parte da esquerda sobre o grosso da produção cinematográfica brasileira manteve-se durante todo o regime militar e estendeu-se além dele. Esse controle impôs um padrão estético e de narrativa que constituiu-se numa verdadeira camisa de força para atores, diretores e produtores: quem não se adequasse ao figurino cinemanovista do engajamento e da causa revolucionária, simplesmente não tinha lugar no cinema nacional, a não ser nas chanchadas.

Filmes como Pra Frente Brasil ou O Bom Burguês ou O Beijo da Mulher Aranha ou Carandiru: O Filme, sucessos de bilheteria em suas respectivas épocas de lançamento, estavam todos devidamente enquadrados nessa narrativa: vitimização de criminosos em geral, endeusamento de guerrilheiros comunistas e homicidas, demonização das polícias e dos militares. A narrativa da esquerda impunha-se facilmente por não haver meios de ser contestada.

A rachadura do edifício gramsciano

As redes socias, bem como a rápida mudança política e cultural que vem ocorrendo no País há cerca de meia década, mudaram por completo esse estado de coisas, produzindo uma rachadura cada vez maior nas paredes do edifício gramsciano que a esquerda construiu ao longo dessas décadas. Esse edifício está ainda de pé, mas as rachaduras estão visíveis. Hoje nenhum agente cultural da esquerda consegue impor sua narrativa sem ser contestado.

É fato que a hegemonia esquerdista em algumas, não em todas, as esferas da guerra cultural acabou. O que temos hoje é uma disputa, na qual a esquerda invariavelmente perde. O filme-lixo de Wagner Moura sobre Carlos Marighella é exemplo. Nele, o terrorista criminoso e psicopata é retratado como herói, um indivíduo movido por supostas virtudes nobres o bastante para poder matar impunemente. Suas ações são apresentadas como imunes a qualquer juízo moral, pois eram em nome da revolução.

Não bastasse relativização moral e a falsificação histórica, Wagner Moura foi além e produziu a falsificação de fenótipo: Carlos Marighella era um homem branco para os padrões brasileiros, mas o diretor escalou um ator negro para representa-lo, para dar suporte à desonestidade intelectual do diretor segundo a qual a morte de Marighella teria sido decorrência do caráter racista da polícia. Houvesse real intenção de verossimilhança, o diretor teria escalado Marcola para representar o terrorista, pela semelhança física e de personalidade: ambos criminosos e psicopatas.

Tamanho esforço de falsificação histórica, desonestidade intelectual e de estereotipação esquerdista em uma única produção cinematográfica não poderia produzir resultado diferente nesses tempos que chamam de nova era: o filme vem sendo rechaçado nas redes socias, e muito possivelmente será um fracasso de bilheteria como produções análogas recentes, como o biografia chapa-branca de Lula ou o filme Aquarius. Com as redes sociais, o cinema militante lacrador está com os dias contados. #CriticaNacional #TrueNews #RealNews

Fotos :::: Divulgação 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui sua opínião

-->