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quinta-feira, novembro 04, 2021

Irmãos, suspeitos de carnificina em Madre de Deus foram ajudados pelas vítimas, mas queriam mais; entenda a história do terreno



Familiares das três vítimas mortas dentro de uma casa em Madre de Deus, na Região Metropolitana de Salvador, identificaram os dois suspeitos do crime, ocorrido na noite de quarta-feira (3/11).


Segundo eles, o derramamento de sangue foi motivado por um terreno que, antes, teria sido cedido a dois irmãos por uma mulher, que estava dentro do imóvel, mas não foi executada. Os suspeitos são justamente os irmãos, identificados pelos nomes de Júnior e Tiago, de acordo com quem convivia com eles quase que diariamente.

"Por conta de terreno, dois marginais vieram pra tirar as vidas. Atiraram no cachorro da minha tia. Eles não fizeram pior porque correram para a casa do vizinho. Eles se assustaram com um grito e cada um foi para um lado", disse uma testemunha, sobrinho da mulher que teria cedido o imóvel.

"Tudo começou porque eles foram despejados e foram para igreja de minha tia, que ajudou. Eles começaram a trabalhar em um material de construção e abriram uma pizzaria. Minha tia cedeu um pedaço de terreno", contou a testemunha, acrescentando que, depois de instalada, a dupla queria o terreno ao lado para um terceiro irmão".

"Minha tia disse que viria outra pessoa da igreja. Depois, aconteceu briga por conta desse terreno", narrou o rapaz, sem se identificar.

EXECUÇÃO

No imóvel, três pessoas morreram na hora: Paulo César de Jesus, 37 anos, Emily Souza dos Santos, 22 anos, e Ítalo Souza da Luz. Uma quarta vítima, o jovem de 14 anos, foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para o Hospital Municipal de Madre de Deus. Agora, ele está internado no Hospital Geral do Estado.

A tragédia só não foi maior porque os assassinos se assustaram. "Tinham sete pessoas na casa. Paulo e a mulher dele ajudaram todos que moram aqui. Paulo trabalhava durante a noite. Ele ajudava esses indivíduos a construir a casa. Toda a casa ele ajudou a construir. A gente quer Justiça", disse a testemunha.

"Um motorista de aplicativo conduziu os dois acusados saindo de Madre de Deus. A gente espera que ainda hoje possamos ter mais informações. Temos ideia de onde eles possam estar, mas vamos evitar informações desnecessárias", ressaltou o comandante da 10ª Companhia Independente da PM, major Márcio Sousa.

O caso está sendo apurado pela Polícia Civil, que já pegou o depoimento do motorista por aplicativo e deve ouvir os sobreviventes.



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Credito da foto:Chico Lopes/TV Aratu

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