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sexta-feira, novembro 05, 2021

Ônibus voltam a circular no Complexo Nordeste de Amaralina, em Salvador; homem foi morto por PM's


Transporte público esteve suspenso na região na manhã desta sexta-feira (5), assim como as aulas de um colégio estadual que fica na região. Homem foi morto e moradores dizem que PMs são autores.



Os ônibus voltaram a circular na região do Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, no início da tarde desta sexta-feira (5). O transporte foi suspenso após a morte de um entregador na localidade do Bariri.

Os coletivos deixaram de circular na região após decisão do Sindicato dos Rodoviários, que alegou precaução devido aos protestos na região ocorridos diante da morte do entregador. O transporte foi retomado após reforço do policiamento no bairro.

As aulas presenciais no Colégio Estadual Dionísio Cerqueira, que fica no bairro da Santa Cruz - que integra o Complexo Nordeste de Amaralina -, também foram suspensas por medida de segurança.

Nesta sexta, as atividades de ensino ocorrem de maneira remota. As aulas presenciais retornarão na próxima segunda-feira (8). A unidade escolar tem 263 alunos matriculados.

A manifestação dos moradores foi realizada na Rua Nova República, no Nordeste, depois que Ítalo Menezes de Almeida, de 20 anos, foi morto por policiais militares na manhã de quinta-feira (4).

Ele chegou a entrar em um mercadinho, para tentar se proteger, mas foi retirado do estabelecimento à força, por agentes do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto) da Polícia Militar.

Ítalo fazia entrega de comidas na localidade do Bariri, quando houve um tiroteio. Segundo testemunhas, os policiais militares já chegaram atirando na Rua Nova República, e um desses tiros atingiu o jovem. Quando viu os policiais, Ítalo tentou se proteger, já ferido, em um mercadinho.

Os policiais o seguiram e o retiraram do estabelecimento. Câmeras de segurança do local registraram a ação. As imagens mostram Ítalo tentando se abrigar atrás de um homem no caixa, para evitar ser levado pelos policiais. Testemunhas contaram ainda que ele pediu para que chamassem a mãe dele.

Do lado de fora do mercado, um outro homem gravou a situação com o celular. No vídeo, ele gritou várias vezes: "Vai matar o cara". Ele seguiu filmando e mostrou Ítalo sendo levado pelos PMs. Na sequência, barulhos de tiros foram ouvidos e o entregador foi encontrado morto.

Por meio de nota, a PM informou que os agentes faziam rondas, quando se depararam com vários indivíduos que atiraram contra a guarnição, que revidou. Essa versão foi contestada pela população, que assegura que não havia tiroteios no local.

Anda na nota, a PM disse que "um suspeito, com um revólver calibre 38, tentou se esconder em um mercadinho", no entanto, a versão também contradiz as imagens das câmeras de segurança, que não mostram Ítalo armado.

A ocorrência foi registrada na Corregedoria da PM, que irá instaurar um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o fato.



Foto :::: Reprodução 

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