ELEIÇÕES 2018 @ Otto diz que o foro privilegiado já vai tarde. E ainda assim é pouco - Observador Independente

BAHIA

4 de mayo de 2018

ELEIÇÕES 2018 @ Otto diz que o foro privilegiado já vai tarde. E ainda assim é pouco

Otto Alencar: “Há privilégios que só existem no Brasil”





Abordado ontem sobre as restrições ao foro privilegiado aprovadas pelo STF, o senador Otto Alencar tirou o pé fora e bateu forte.

Todos são iguais perante a lei, mas não são. No Judiciário, então, é uma maravilha. Juiz ou promotor condenados por crimes têm como pena máxima a aposentadoria compulsória. Sai ganhando. O Brasil parece ser o único país em que quem devia pagar recebe. 

Otto conta que na terra dele, Ruy Barbosa, houve o caso de um promotor acusado e condenado por pedofilia. A pena dele: aposentadoria compulsória:

– É uma lei esdrúxula, extemporânea e absurda. Será que isso é justo?

Deputados — Diz Otto que o Senado já aprovou uma lei que acaba o foro privilegiado de cabo a rabo, na política e na Justiça:

Está na Câmara, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente, não bota para votar. Sabe por que não vota? Porque se votar o processo dele com a Odebrecht na Lava Jato vai andar. Aliás, Rodrigo está caminhando para tornar-se o presidente da Câmara mais conivente e mais omisso de todos os tempos. Não vota nada, nem o foro, nem a lei de abuso de autoridade.

Ele diz que houve uma espécie de pacto, em pleno andamento. E ressalva:

– Diga uma coisa impossível. É a Justiça condenar um tucano. Vai ficar muito feio se Lula não puder ser candidato e Aécio puder.

Doações, o calo empresarial

O efeito da Lava Jato bateu mais forte no mundo empresarial do que se supõe. Além de estarem proibidas de doar como pessoas jurídicas, as empresas estão orientando os seus executivos a tirar o nome delas caso os mesmos resolvam fazer doações individuais.

Deputados dizem que isso só vem agravar uma situação já ruim: o dinheiro é curto, mas as lideranças pelo interior agora continuam cobrando caro pelo voto.

Júri de Dapé vai ao Guinness?

Acusado de ser o principal mandante do assassinato do radialista Ronaldo Santana, da rádio Jornal de Eunápolis, crime ocorrido em 9 de outubro de 1997 (21 anos atrás), Paulo Dapé, ex-prefeito de Eunápolis e ex-deputado estadual, corre o risco de entrar no Guinness Book de forma inusitada: o júri dele e de três outros acusados, marcado para o dia 14 próximo, foi adiado pela sexta vez. 

Em Eunápolis, se diz que valeu o prestígio de Dapé.

PPS baiano em disputa

Os ‘deletados’ do comando do PPS na Bahia (quando Arthur Maia mudou para o DEM, o vereador Joceval Rodrigues foi nomeado presidente) soltaram nota dizendo que estão atentos com ‘o interventor’, que se disse ainda indefinido para o governo.

Eles querem apoiar Zé Ronaldo, mas Joceval afirma que é por conta da recusa dele de integrar o chapão proposto por ACM Neto:

– Chega de amassar barro para faraó.

atarde/uol

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