BAHIA @ Número de autuações da Lei Seca cresce em Salvador e no interior - Observador Independente

BAHIA

19 de junio de 2018

BAHIA @ Número de autuações da Lei Seca cresce em Salvador e no interior

Blitzes são realizadas com o apoio da Polícia Militar / Anderson Sotero | Foto: Luciano Carcará | Ag. A TARDE




Blitzes são realizadas com o apoio da Polícia Militar

Os números de autuações em fiscalização da Lei Seca – que completa uma década de vigência nesta terça-feira, 19 – cresceu tanto na capital baiana quanto em abordagens ocorridas em todo o estado da Bahia. Em Salvador, o aumento chegou a 119% e, na Bahia, alcançou o índice de 151%.

Na capital baiana, o período comparado é 2009 com o ano passado. Foram 2.344 ocorrências naquele ano contra 5.138 em 2017. Em todo o estado, a fiscalização somente passou a ser feita pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) a partir de setembro de 2015, quando foi iniciada a Operação Paz no Trânsito.

O número de autuações aumentou na comparação de 2016 com 2017 na Bahia– os únicos dois períodos em que a operação foi realizada durante todo o ano. O quantitativo saltou de 1.337 autos para 3.360.

A capital registrou uma média de aproximadamente nove autuações por dia. Foram 30.811 autos de infração registrados (flagrantes e recusas de se submeter ao teste) de 2008 a 13 de junho de 2018. Neste mesmo período, o órgão municipal de trânsito (Transalvador) realizou cerca de 296 mil abordagens, 85 por dia.

As pessoas passaram a se preocupar se vão voltar de táxi ou Uber

Fabrizzio Muller, superintendente da Transalvador

Já as blitzes realizadas pelo Detran renderam 6.906 autuações (flagrantes e recusas), aproximadamente sete por dia. O quantitativo de pessoas submetidas ao teste, no mesmo período, foi de 86.134.

O superintendente de Trânsito da Transalvador, Fabrizzio Muller, afirmou que só consegue visualizar pontos positivos na atuação da Lei Seca. Para ele, apesar de ainda haver "muito desrespeito", é "inegável" que houve uma mudança de comportamento da população.

"As pessoas passaram a se preocupar se vão voltar de táxi ou de Uber. Não se via isso há dez anos. Isso ocorre em função de uma fiscalização mais rígida. Há muito para mudar. A punição tem que ser exemplar para que as pessoas se conscientizem", ressaltou.

Apesar de ser de competência estadual, contou Muller, a fiscalização ocorre desde setembro de 2008 na capital, por meio de convênio entre a prefeitura e o Detran. "Havia uma lacuna de quem faria essa fiscalização".

O superintendente contou que desde 2013 a prefeitura expandiu as fiscalizações para ocorrerem diariamente. "Não dá para fazer de final de semana. As pessoas bebem de segunda a segunda", afirmou Muller.


atarde

AVISO LEGAL

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Observador Independente.

É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros.

O Observador Independente pode até retirar, sem prévia notificação, comentários ofensivos e com xingamentos e que não respeitem os critérios impostos neste aviso, conforme regra estipulada em sua Política de Privacidade.

VOCÊ e mais 12 mil pessoas estão recebendo está matéria via whatsapp por que tem algum contato com umas das nossas três redações. Se não quiser mais receber os alertas, por favor, nos informe.

Paginas