CANDEIAS @ Três PMs envolvidos em ação que baleou artista plástico em Candeias, na Bahia, são indiciados por homicídio doloso - Observador Independente

BAHIA

16 de junio de 2018

CANDEIAS @ Três PMs envolvidos em ação que baleou artista plástico em Candeias, na Bahia, são indiciados por homicídio doloso

Nadinho foi morto pela polícia dentro de casa durante busca por suspeito (Foto: Reprodução/Facebook)




Crime ocorreu no dia 21 de abril, na casa da vítima. Policiais dizem que foram recebidos a tiros e revidaram. Família e amigos contestam versão dos PMs e afirmam que artista nunca teve arma. Justiça indicia três policiais envolvidos na morte de artista plástico em Candeias

Três policiais militares envolvidos na ação que acabou com a morte do artista plástico Manoel Arnaldo dos Santos, de 61 anos, mais conhecido como Nadinho, em Candeias, na região metropolitana de Salvador, foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio doloso (quando há a intenção de matar).

De acordo com a polícia, o inquérito foi concluído pelo delegado Marcos Laranjeiras, titular da 20ª Delegacia, em Candeias, e encaminhado à Vara Crime da cidade nesta sexta-feira (15).

Os PMs indiciados são os soldados Edvaldo Nunes, Leandro Xavier e Dinalvo dos Santos, lotados na 10ª CIPM, também em Candeias. Eles foram afastados das atividades na rua, mas ainda continuam com funções administrativas.

Caso

Nadinho foi morto em ação da Polícia Militar no dia 21 de abril dentro da casa onde morava e que usava como ateliê. Os PMs chegaram ao local e atiraram contra ele duas vezes -- um tiro pegou no braço e outro no peito.

Os policiais disseram ter recebido uma denúncia de que suspeitos estavam em rua próxima à casa do artista, a Segunda Travessa 31 de Março, na casa 15. No entanto, os agentes foram até o endereço errado, na casa do artista, localizada na Primeira Travessa 31 de março, número 11.

A versão dos policiais é de que o artista teria disparado duas vezes contra os policiais da janela, mas a arma teria falhado. Os policiais, então, dispararam contra ele, que não resistiu aos ferimentos e morreu.

A família do artista, no enanto, contesta a versão da polícia. Diz que Nadinho não tinha arma e que era uma pessoa de bem.

No dia 7 de junho, os policiais envolvidos na ação participaram de um reconstituição do caso, solicitada pela Corregedoria da Polícia Militar, que também investiga o ocorrido na esfera adimistrativa. Na ocasião, além dos policiais, participaram do procedimento peritos da Polícia Técnica e testemunhas. A família de Nadinho acompanhou a reconstituição da varanda da casa de um vizinho.


g1/bahia

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