SALVADOR @ Orçada em R$ 20 milhões, revitalização da Avenida Sete deveria ter começado em 2017 - Observador Independente

BAHIA

28 de junio de 2018

SALVADOR @ Orçada em R$ 20 milhões, revitalização da Avenida Sete deveria ter começado em 2017

De acordo com lojistas, entre 2013, quando as primeiras ações foram anunciadas, e este ano, pouca coisa avançou / Foto : Tácio Moreira/Metropress





Construída no governo de José Joaquim Seabra há mais de 100 anos, a Avenida Sete de Setembro perdeu a imponência que já teve nos tempos áureos. Cada vez mais vazia e com inúmeros problemas estruturais, o espaço espera a requalificação divulgada pela gestão do prefeito ACM Neto (DEM). O projeto foi feito pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) e prevê alargamento de passeios, melhora da rede de drenagem, além da nova iluminação nos quase cinco quilômetros da avenida. Um investimento de pelo menos R$ 20 milhões. 

No entanto, de acordo com lojistas e ambulantes licenciados, entre 2013, quando as primeiras ações foram anunciadas, e este ano, pouca coisa avançou. Quem convive na localidade e tenta driblar a demora das obras, garante: deste período, há somente as coleções de contas no vermelho, sem falar daqueles que desistiram dos seus negócios na região. O Jornal da Metrópole constatou o motivo do desânimo e da cobrança. Por todo o lado existem calçadas quebradas e asfalto mal conservado, em alguns trechos, é necessário andar pela rua, uma vez que os camelôs ocupam parte das calçadas. 

Crédito da foto / Foto : Tácio Moreira/Metropress


Requalificação é mistério

O administrador José Leiro cuida das finanças de uma loja de confecções que atua há 50 anos na Av. Sete. Segundo ele, a crise econômica agravou a situação dos lojistas. “Participamos de algumas reuniões com a Prefeitura há uns dois anos. Nada até agora”, lamentou.

Valmir Fonseca trabalha com bijuterias desde 1997 e é membro do Sindicato dos Vendedores Ambulantes (Sidvan). Para ele, o maior medo é perder o trabalho. “Não foi nos mostrado nada, nem como vão ficar os ambulantes licenciados. Para a gente [a requalificação] é como se fosse uma caixa preta”, disse, alegando queda de 60% nas vendas.

Crédito da foto / Foto : Tácio Moreira/Metropress


Prefeitura promete tirar obra do papel 

A deterioração dos passeios de pedras portuguesas tem rendido acidentes. O comerciante Nilton Sé tem atrofia nas duas pernas e disse que quedas são frequentes. “Já vi várias pessoas caindo e se machucando até grave por causa do piso”, enfatizou. À Metrópole, o secretário de Cultura e Turismo, Claudio Tinoco, declarou que as obras devem começar até setembro. “As duas licitações estão em fase final de análise das propostas. Para que a gente emita as ordens de serviço, temos outras condicionantes estabelecidas junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)”, assegurou.
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