SALVADOR @ Alunos da Ufba relatam rotina de insegurança após sequestros em campus de Ondina - Observador Independente

BAHIA

26 de julio de 2018

SALVADOR @ Alunos da Ufba relatam rotina de insegurança após sequestros em campus de Ondina

A Ufba afirmou, por meio de nota, que o plano de segurança da universidade é “dinâmico e regularmente aprimorado” / Foto : Leitor





E-mail que circula em uma lista restrita a professores do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC) da Universidade Federal da Bahia (Ufba) revela um sequestro na última sexta-feira (20), quando uma estudante chegou a ser, inclusive, agredida ao pegar o carro, por volta das 18h30, atrás do PAF 3, em Ondina.

O caso não é o primeiro na instituição. Em maio deste ano, outra mulher foi raptada no mesmo local. A vítima foi deixada na região do Porto Seco Pirajá, próximo à BR-324. Apesar da ocorrência, a Ufba afirmou, por meio de nota, que o plano de segurança da universidade é “dinâmico e regularmente aprimorado”.

Entre as medidas listadas como preventivas pela instituição estão adesivos que monitoram a entrada de veículos nos campi, 596 câmeras de segurança e 946 colaboradores – entre vigilantes, porteiros e recepcionistas.

“Segurança da Ufba é péssima”

Para a estudante de produção cultural Yasmin Darian, o clima é de insegurança. “Acho a segurança da Ufba péssima. Volto andando da faculdade. A iluminação do campus de Ondina à noite é ridícula, quase não existe, na verdade”, conta a jovem que já foi assaltada próximo a entrada de São Lázaro. A Ufba, por sua vez, garante que há o apoio da PM nas vias de acesso aos campi.

Estudantes em alerta
Apesar de a universidade garantir que adota medidas para conter a violência, o clima de perigo fez a estudante Maria Paula Sales se jogar de um alambrado de quase três metros na Escola Politécnica após ouvir som de tiro. O caso ocorreu há pouco mais de um ano, às 8h, mas a graduanda em Engenharia Civil ainda tem que conviver com heranças do ocorrido: uma placa no pé e cinco pinos após cirurgia. O assalto não ocorreu propriamente na instituição, mas a segurança institucionalizada potencializaram o episódio.

“Desestabilizou minha formação aqui. Virou uma bola de neve que não foi provocada por mim, mas pela falta de segurança. Voltar para a faculdade e com seguranças apenas patrimoniais traz um certo medo”, disse.



Luíza Leao / Metro1

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