SALVADOR @ Codesal condena 940 imóveis na capital - Observador Independente

BAHIA

18 de julio de 2018

SALVADOR @ Codesal condena 940 imóveis na capital

Casas estão condenadas na R. da Esperança, em Plataforma


Felipe Santana*


Os efeitos do período de chuva na capital baiana chamaram a atenção pelos números alarmantes registrados nos primeiros meses do ano. Dados considerados como alerta são os altos índices de imóveis condenados. Até o último dia 28 de junho, 940 imóveis haviam sido condenados em decorrência de deslizamentos de terra.

Após o registro do deslizamento ou desabamento, a Defesa Civil de Salvador (Codesal) disponibiliza técnicos para realizar avaliação do imóvel ou região com o propósito de verificar a consequência do risco oferecido aos moradores. De acordo com o órgão, entre os dias 1º de janeiro e 12 de julho, 425 imóveis haviam sido condenados e demolidos.

A situação dos imóveis condenados, na maioria das vezes em bairros periféricos, tem deixado alguns moradores sem saber como agir. Nos primeiros dias, muitos procuram casas de aluguel ou optam por morar em casas de familiares. Além disso, o auxílio-moradia oferecido pela prefeitura, que tem o valor questionado pelos beneficiados.

Moradia

A podóloga Rosenira de Paula, 44 anos, passou por um susto no dia 29 do mês passado. Enquanto trabalhava próximo a sua residência, ela viu o momento em que parte de um imóvel desabou ao lado de sua casa, na rua da Esperança, em Plataforma.

Após sua casa ser condenada pela Codesal, ela precisou deixar o local. Atualmente, ela mora em um apartamento cedido pelo proprietário do imóvel que desabou. Da sua antiga casa, ela conseguiu retirar apenas os colchões e utensílios da cozinha.

“Morava há 25 anos naquela casa e nunca imaginava que poderia acontecer isso comigo. Ainda não recebi informações se meu imóvel vai precisar ser demolido. Me disseram que seria necessário realizar nova avaliação, pois a frente da minha casa foi comprometida, mas os outros cômodos ainda estão presos na estrutura da casa que desabou”, disse a podóloga.

No local onde ocorreu o desabamento, parte da casa já começou a ser demolida. Os vizinhos da residência que desabou relataram que o imóvel era alugado. Eles, também, estão morando em uma casa cedida pelo dono da residência que ruiu.

A reportagem do portal A TARDE procurou a Codesal para falar sobre a situação do imóvel de Rosenira, mas o órgão não respondeu até o fechamento desta edição.

Rosenira ressaltou que os agentes da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) solicitou os dados para o auxílio-moradia, mas ainda não recebeu o benefício até o momento. “Precisei comprar algumas coisas. Mas, no mesmo dia, eu recebi colchão, alimento e edredom”, disse.

Por meio da assessoria de comunicação, a Semps informou que aguarda o processo ser encaminhado pela Defesa Civil solicitando o benefício de Rosenira. Após a chegada da solicitação de pagamento na secretaria, o prazo para disponibilização do recurso é de uma semana. As parcelas seguintes serão pagas nos 10 últimos dias úteis de cada mês.

Operação Chuva

De acordo com Codesal, na Operação Chuva deste ano, foi observado uma média de 639,7 mm de chuvas, índice médio 11% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

Neste intervalo, cerca de 5 mil vistorias foram realizadas e 154 mil metros quadrados de lona foram aplicados em cerca de mil localidades. Além de cerca de 50 contenções e 112 geomantas, dentre as quais 88 já foram concluídas e 24 estão em andamento.

*Sob a supervisão da editora Meire Oliveira/ATarde

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