SALVADOR @ Secretário pretende substituir contratos de terceirização milionários por Reda - Observador Independente

BAHIA

25 de julio de 2018

SALVADOR @ Secretário pretende substituir contratos de terceirização milionários por Reda

Levantamento da Metrópole aponta pelo menos quatro empresas que receberam R$ 130 milhões da prefeitura entre 2017 e 2018 / Crédito da foto : Alexandre Galvão/Metropress




Com inúmeras reclamações trabalhistas e contratos milionários, as empresas terceirizadas da Prefeitura de Salvador serão substituídas “na medida do possível” por vínculos profissionais via Regime Especial de Direito Administrativo, de acordo com o secretário municipal de Gestão, Thiago Martins Dantas.

Levantamento feito pela Rádio Metrópole no Diário Oficial do Município aponta pelo menos quatro companhias que abocanharam R$ 130 milhões entre 2017 e 2018 dos cofres do Palácio Thomé de Souza – CS (três contratos, por R$ 10 milhões); Brasp (nove contratos, por R$ 34 milhões); WS (oito contratos, por R$ 33 milhões) e Viverde (dois contratos, por R$ 78 milhões).

Em entrevista a Mário Kertész, no Jornal da Metrópole no Ar, o titular da Semge justificou os contratos em função da “legislação” e disse que a substituição de pessoal pelo Reda, apesar de ideal, ainda está em “processo de teste”, porque a administração precisa ter a segurança de que o modelo é “juridicamente possível”.

“Primeiro que é mais barato. Segundo que a gente tem controle absoluto com o custo, porque existem sindicatos que representam as empresas, sindicatos que representam os trabalhadores. Eles se reúnem, fazem uma convenção coletiva, se dá essa ou aquela vantagem adicional e isso repercute no contrato. Na modelagem Reda, a gente tem um controle. Não está sujeito a variável externa. A gente não tem problema nenhum de pagamento de folha e, talvez o mais importante, a gente elimina completamente esses passivos trabalhistas que eventualmente ocorrem, por força de inadimplência das empresas”, afirmou Dantas.

No entanto, de acordo com o secretário, que não soube precisar quando vai haver uma definição sobre as substituições contratuais nem o volume de ações impetradas contra a prefeitura, desde que ele assumiu o posto a situação é “tranquila, exceto nos últimos 15 dias”. Ele garante que, de todo modo, o Município só libera os recursos “mediante a comprovação de que a empresa honrou os pagamentos com os colaboradores”.

“Desse ano e seis meses que eu estou lá à frente [da Semge], nós tivemos alguns registros de situações dessa natureza. Eventualmente um não-pagamento, um atraso aqui ou acolá, tudo isso é objeto de notificação, de processo administrativo, quando é apurada a falta contratual é aplicada uma penalidade”, assegurou.

Thiago Dantas admite que, com o custo das empresas terceirizadas, “a prefeitura precisa montar quase um departamento de pessoal para fazer todo esse tipo de conferência”.



metro1

AVISO LEGAL

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Observador Independente.

É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros.

O Observador Independente pode até retirar, sem prévia notificação, comentários ofensivos e com xingamentos e que não respeitem os critérios impostos neste aviso, conforme regra estipulada em sua Política de Privacidade.

VOCÊ e mais 12 mil pessoas estão recebendo está matéria via whatsapp por que tem algum contato com umas das nossas três redações. Se não quiser mais receber os alertas, por favor, nos informe.

Paginas