BRASIL @ SEBRAE, cabide de emprego político e incompetência generalizada - Observador Independente

BAHIA

7 de agosto de 2018

BRASIL @ SEBRAE, cabide de emprego político e incompetência generalizada



Você já experimentou usar os serviços do SEBRAE? Se sim, em 90% dos casos, saiu de lá decepcionado, se não, não vale nem a pena tentar. 

Com milhares de empregados em todo o país, a “agência” que deveria dar apoio ao empreendedor individual, micro e pequenas empresas, virou nestes últimos anos um grande e confortável cabide de emprego. 

Os políticos quando não conseguem mais arrumar lugar para afilhados e cabos eleitorais, fala com alguém do SEBRAE e pronto a mágica acontece. 

Não se sabe de um único negócio, pelo menos nas cidades da Bahia, que o SEBRAE tenha feito prosperar e seus donos obtido sucesso. Existe sim, uma tremenda propaganda mentirosa na modalidade do Baú da Felicidade – até que a população descobriu a farsa – ou seja, mostram-se na mídia baiana, casos de sucesso no sul do país, especialmente no eixo Rio/São Paulo. Para estas localidades, mostra-se à mídia, geralmente paga, casos de sucesso do Norte/Nordeste. 

O brasileiro como tende a acreditar em tudo que vê na mídia, acaba acreditando também nesta farsa bem montada. 

Como funciona? Para o micro empreendedor, nunca funciona. Para os milhares de servidores lotados na “agência” bons salarios, benefícios e aprendizado. A empresa possui alguns benefícios que são de grande diferencial para quem consegue uma “boquinha”. Tudo naturalmente custeado pelo trabalhador brasileiro. 

Comenta-se que quem é contratado braçal no SEBRAE sofre também muita pressão associada a falta de condições de trabalho, trabalhos externos ao ar livre sem qualquer tipo de proteção individual, entre outras coisas.

Na grande maioria das “agências”, mesmo o pessoal interno que mantém a fachada, é possível encontrar funcionários truculentos, gerentes sem qualidades profissionais para gerir uma empresa do Porte do SEBRAE, politicagem e falta de compromisso com o consumidor dos serviços prestados. 

O SEBRAE somente quer o CPF do cliente, isso conta como números de atendimentos, nenhum interesse em resolver problemas, e protela como pode qualquer coisa que o micro empreendedor tente buscar. E quando isso falha a velha saída é usada normalmente e com a maior cara de pau: dão-lhe um cartão com um 0800 para você tentar conversar com atendentes mal humoradas e que quase nunca informam coisa com coisa.

É o SEBRAE. 

Os críticos do sistema não perdoam. “O Sistema S virou um cabide de emprego. Não há mais sentido nem razão para existência de um sistema que cria uma competição desleal. Se defendemos o livre mercado, então que façamos isso, sem subsídio, sem amparo oficial e consome milhões de reais dos trabalhadores e da indústria com objetivo zero".

Em Santo Antônio de Jesus se aplica na íntegra tudo que já foi dito acima.

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