EUNÁPOLIS @ Audiência entre MP e advogados de médicos responsáveis por mutirão que deixou cegos na BA termina sem acordo - Observador Independente

BAHIA

24 de agosto de 2018

EUNÁPOLIS @ Audiência entre MP e advogados de médicos responsáveis por mutirão que deixou cegos na BA termina sem acordo

Mutirão foi realizado em uma clínica particular, em 2009 (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)



A reunião entre o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e os advogados dos dois médicos responsáveis pelo mutirão de catarata que deixou pacientes cegos, na cidade de Eunápolis, no extremo sul do estado, terminou sem acordo.

O MP pedia R$ 40 mil de indenização para cada um dos 42 pacientes prejudicados. No entanto, a proposta foi negada pelos advogados, que alegaram falta de recursos financeiros dos clientes. A contraproposta foi de R$ 25 mil.

De acordo com o MP, um novo encontro com os pacientes foi marcado para o início da próxima semana. A decisão das vítimas deve ser apresentada aos advogados em uma nova reunião, marcada para a quarta-feira (29).

Os médico, identificados como Alaílson Mendes Brito e Wagner Gomes Dias, são denunciados por danos estéticos, morais e materiais. A Prefeitura de Eunápolis foi denunciada por negligência, por não fiscalizar os procedimentos.

Caso

Laudo aponta infecção por bactéria (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)


Conforme o Ministério publico, o mutirão de cirurgia de catarata foi realizado em julho de 2009, em uma clínica particular contratada pela prefeitura. Os dois médicos que atuavam no local chegaram a fazer 20 procedimentos por dia.

Segundo o MP, 73 pessoas foram atendidas durante o mutirão. Destas, 42 perderam a visão ou tiveram o sentido parcialmente prejudicado por conta das cirurgias. Laudos apontam que os pacientes foram infectados pela bactéria pseudomonas aeruginosa, que tem o solo como ambiente de origem.

A bactéria, de acordo com o MP, é um indicativo de outras irregularidades que também foram apontadas durantes as investigações. Conforme os laudos, os médicos não tomaram cuidados de higiene durante os procedimentos, como o uso de toucas na cabeça e nos pés, além de aventais cirúrgicos nos pacientes.

Por meio do advogado, o médico Wagner Gomes informou que só vai se posicionar sobre o caso em juízo. Já o advogado de Alailson Mendes informou que adotou todas as providências para diminuir a infecção assim que percebeu problemas nos pacientes. O médico disse, ainda, que eles foram encaminhados para um hospital particular em Salvador, com todas as despesas e cuidados clínicos pagos por ele.

A Prefeitura de Eunápolis informou que só vai se posicionar depois de um parecer final da Justiça.



g1/bahia

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