EUNÁPOLIS @ MP fecha acordo de R$ 25 mil entre médicos responsáveis por mutirão que deixou pacientes cegos e vítimas - Observador Independente

BAHIA

31 de agosto de 2018

EUNÁPOLIS @ MP fecha acordo de R$ 25 mil entre médicos responsáveis por mutirão que deixou pacientes cegos e vítimas

Mutirão foi realizado em uma clínica particular, em 2009 (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)



O Ministério Público da Bahia (MP-BA) fechou um acordo entre os dois médicos responsáveis pelo mutirão de catarata que deixou pacientes cegos, em Eunápolis, no sul do estado, e as vítimas do procedimento. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (30).

A decisão foi tomada durante uma reunião com os advogados dos médicos, realizada na quarta-feira (29), na cidade. Cada uma das 42 pessoas prejudicadas pelo procedimento deve receber R$ 25 mil de indenização.

Anteriormente, o MP pedia R$ 40 mil para cada paciente, mas, durante uma reunião realizada na semana passada, a proposta foi negada pelos advogados, que alegaram falta de recursos financeiros dos clientes. Na ocasião, os médicos proporam a contraproposta de R$ 25 mil, que foi aceita pelas vítimas.

O acordo será oficializado durante uma sessão solene, com assinatura do documento, que está sob elaboração. Ainda não há informações sobre como e quando os médicos pagarão as indenizações. A data em que ocorrerá a sessão não foi divulgada.

Caso

Laudo aponta infecção por bactéria (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)


Conforme o Ministério Público, o mutirão de cirurgia de catarata foi realizado em julho de 2009, em uma clínica particular contratada pela prefeitura. Os dois médicos que atuavam no local chegaram a fazer 20 procedimentos por dia.

Segundo o MP, 73 pessoas foram atendidas durante o mutirão. Destas, 42 perderam a visão ou tiveram o sentido parcialmente prejudicado por conta das cirurgias. Laudos apontam que os pacientes foram infectados pela bactéria pseudomonas aeruginosa, que tem o solo como ambiente de origem.

A bactéria, de acordo com o MP, é um indicativo de outras irregularidades que também foram apontadas durantes as investigações. Conforme os laudos, os médicos não tomaram cuidados de higiene durante os procedimentos, como o uso de toucas na cabeça e nos pés, além de aventais cirúrgicos nos pacientes.

Por meio do advogado, o médico Wagner Gomes informou que só vai se posicionar sobre o caso em juízo. Já o advogado de Alailson Mendes informou que adotou todas as providências para diminuir a infecção assim que percebeu problemas nos pacientes. O médico disse, ainda, que eles foram encaminhados para um hospital particular em Salvador, com todas as despesas e cuidados clínicos pagos por ele.

A Prefeitura de Eunápolis informou que só vai se posicionar depois de um parecer final da Justiça.

AVISO LEGAL

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Observador Independente.

É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros.

O Observador Independente pode até retirar, sem prévia notificação, comentários ofensivos e com xingamentos e que não respeitem os critérios impostos neste aviso, conforme regra estipulada em sua Política de Privacidade.

VOCÊ e mais 12 mil pessoas estão recebendo está matéria via whatsapp por que tem algum contato com umas das nossas três redações. Se não quiser mais receber os alertas, por favor, nos informe.

Paginas