FUTEBOL @ Na ‘estreia’ do VAR, Bahia fica no zero a zero com o Palmeiras, na Fonte Nova - Observador Independente

BAHIA

3 de agosto de 2018

FUTEBOL @ Na ‘estreia’ do VAR, Bahia fica no zero a zero com o Palmeiras, na Fonte Nova

Crédito da Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/ECBahia




Bahia e Palmeiras até criaram boas chances, mas ficaram no 0 a 0 pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, nesta última quinta-feira (3/8), na Fonte Nova, em Salvador. A partida ficará marcada na história do futebol nacional por ter a primeira decisão modificada pelo VAR, o árbitro de vídeo, desde que o sistema foi adotado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na competição mata-mata.

No segundo tempo, o volante Gregore cometeu pênalti em Artur e foi expulso pelo árbitro Anderson Daronco. No entanto, o juiz revisou o lance no monitor e cancelou o cartão vermelho, dando apenas amarelo para o atleta tricolor.

Na cobrança da penalidade, Bruno Henrique chutou no travessão e definiu o placar em branco. Os times agora voltam a se enfrentar no próximo dia 16, novamente às 19h15 (de Brasília), no Allianz Parque. Pelo Brasileiro, o Bahia entra em campo no domingo, às 19h, para encarar o Fluminense, no Maracanã. No mesmo dia, mas às 16h, o Palmeiras visita o América-MG no Independência, com a estreia do técnico Luiz Felipe Scolari.


O JOGO

O Palmeiras começou o jogo com tudo e quase abriu o placar com menos de 2 minutos de jogo: Moisés tentou enfiada para Deyverson, mas a bola desviou na zaga e acabou sobrando para Dudu. Cara a cara com o Anderson, o camisa 7 alviverde bateu forte, mas o goleiro tricolor saiu de maneira arrojada e fez grande defesa.

O Verdão seguiu melhor e teve mais uma grande oportunidade aos 14: Dudu cruzou pelo lado esquerdo e Deyverson emendou uma linda meia-bicicleta. Seria um gol épico, mas a bola saiu por pouco à direita da meta baiana.

Quatro minutos depois, foi a vez do Bahia dar seu primeiro susto na partida. Em cobrança de falta do bico da grande área, Zé Rafael acertou um lindo chute colocado e quase colocou no ângulo de Weverton. Mas Deyverson seguia ligado na partida, e apareceu bem mais uma vez aos 25: Diogo Barbosa inverteu para Marcos Rocha, que cruzou rasteiro para o centroavante. O grandalhão pegou de primeira, mas o zagueiro Tiago chegou travando muito bem e mandou para escanteio.

Depois disso, os lances de destaque rarearam, com os dois times mostrando esforço na marcação e o “perde e ganha” no meio-campo se tornando uma constante. Só aos 43 os torcedores voltaram a se levantar: Zé Rafael cobrou mais uma boa falta, desta vez no outro bico da grande área, e Weverton defendeu sem problemas, levando o placar em 0 a 0 para o intervalo.

Na segunda etapa, o Bahia voltou melhor e quase marcou logo no primeiro lance de ataque, em uma cabeçada de Gilberto que tirou tinta da trave do goleiro alviverde. No entanto, o “Esquadrão de Aço” quase deu um gol de presente para o adversário aos 10 minutos, quando Gregore foi tentar cabecear para escanteio, mas mandou contra o próprio patrimônio e viu Anderson salvar a pátria com uma defesa no reflexo.

Mas os anfitriões seguiram melhores e exigiram grande defesa de Weverton aos 16, em batida de Élton de fora da área após drible em Felipe Melo, que o arqueiro palestrino precisou se esticar todo para rebater. E justamente quando o Bahia era melhor, o Palmeiras teve um pênalti a ser favor. Aos 24 minutos, Dudu deu ótimo passe para Artur, que foi derrubado por Gregore na área. Anderson Daronco não titubeou, marcou a penalidade e ainda expulsou o volante tricolor.

No entanto, após ser alertado pelos árbitros de vídeo, o juiz revisou o lance no monitor e optou por cancelar o cartão vermelho, dando apenas um amarelo ao atleta e evitando que ele fosse expulso. Na cobrança do pênalti, Bruno Henrique encheu o pé, mas a bola explodiu no travessão. 

Ainda houve tempo para o atacante Deyverson, que fazia boa partida, acertar uma cotovelada no lateral Mena, do Bahia, e levar cartão vermelho direto, sem qualquer necessidade de revisão pelo VAR. O camisa 16 deixou o campo chorando. A partida acabou mesmo no zero a zero.


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