SALVADOR @ Polícia Civil indicia 17 PMs pelo desaparecimento do adolescente David Fiuza - Observador Independente

BAHIA

7 de agosto de 2018

SALVADOR @ Polícia Civil indicia 17 PMs pelo desaparecimento do adolescente David Fiuza

Crédito da foto // Reprodução 




Após quase quatro anos do crime que tirou a vida do garoto David Fiúza, dezessete policiais militares foram indiciados em inquérito da Polícia Civil pelo desaparecimento do adolescente, que à época tinha 16 anos. 

O advogado da família da vítima, Paulo Kleber Filho, afirmou que entre os indiciados estão dois tenentes, dois sargentos, e 13 homens que à época do ocorrido eram alunos da Polícia Militar. Conforme o advogado, os dois tenentes e dois sargentos seguem em atividade na polícia, mesmo sendo alvos da investigação do crime.

O advogado explicou, que segundo o inquérito da Polícia Civil, os envolvidos devem responder por sequestro, homicídio e ocultação de cadáver. O inquérito da investigação foi concluído pela Polícia Civil e entregue ao Ministério Público do estado (MP-BA) no dia 2 de agosto, quase quatro anos após o caso, e segui em sigilo. Inicialmente, 23 militares tinham sido indiciados, mas o MP pediu novas investigações à polícia, que, após revisão do inquérito, indiciou 17 policiais pelo crime. 

Agora, a família da vítima espera que a denúncia seja encaminhada para a Justiça. A conclusão do inquérito era para acontecer em janeiro de 2017, mas após solicitação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) o MP-BA concedeu mais 90 dias para a conclusão. O novo prazo terminaria em abril e acabou tendo o prazo excedido novamente.

O adolescente David Fiúza sumiu no dia 24 de outubro de 2014, após uma abordagem realizada por policiais do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO) e Rondas Especiais (Rondesp), no bairro de São Cristóvão, na capital baiana. A família denunciou que ele foi encapuzado com a própria roupa, por policiais. 

Ele teve mãos e pés amarrados e foi colocado no porta-malas de um dos carros que não tinha plotagem. No momento da ação, o menino conversava com uma vizinha na Rua São Jorge de Baixo, que fica na comunidade de Vila Verde.


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