FEIRA DE SANTANA @ Comerciantes reclamam de prejuízos em protesto contra obras do BRT na Avenida de Canal - Observador Independente

FEIRA DE SANTANA @ Comerciantes reclamam de prejuízos em protesto contra obras do BRT na Avenida de Canal

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Crédito da foto :: Paulo José/Reprodução Acorda Cidade     





Os manifestantes reclamam que desde que os trabalhos começaram há falta de segurança no local e os estabelecimentos estão sendo prejudicados.



Comerciantes e moradores da Avenida de Canal, que ficam próximos ao Centro de Abastecimento, realizaram uma manifestação, na manhã desta terça-feira (6), para protestar contra o fechamento das duas pistas da via em decorrência das obras de drenagem do BRT. O protesto ocorreu no canteiro de obras.

No local, está sendo realizada a construção da parte final do Tunnel Liner, que deve ser concluída em até 90 dias, segundo a prefeitura. Por conta das obras, o trânsito entre a Rua Tomé de Souza e a interseção em “T” entre a Avenida de Canal e a Rua Olímpio Vital foi alterado.

Os manifestantes reclamam que desde que os trabalhos começaram há falta de segurança no local e os estabelecimentos estão sendo prejudicados.

O comerciante Adson Conceição Ferreira informou que a obra prejudicou o comércio dele e que ontem tentaram roubar os estabelecimentos fechados, devido à falta de segurança. “A gente trabalha com ferramentas elétricas, e os borracheiros ontem ficaram sem fazer uma força. Não avisaram nada. A comunicação só foi via rádio e televisão de que ia fechar.”

A dona de um barzinho, Nívea Conceição, afirmou que colocaram tapumes em frente ao estabelecimento dela e a borracharia de um amigo. “Não tem acesso dos pedestres, nem viatura da polícia. Nem carro, nem gente está passando aqui”, reclamou.

Claudia da Silva, que também é comerciante, disse que a solução é liberar uma via para que os carros e pedestres voltem a circular no local. “Queremos que libere uma via para todo mundo trabalhar.”

O comerciante Adailton Souza ressaltou que até o momento a manifestação é pacífica e que os manifestantes vão ouvir a prefeitura, mas que se nada for feito, moradores e comerciantes vão tentar impedir o andamento das obras.

O Secretário de Gestão e Convênios, Ozeny Moraes, esteve no canteiro de obras para conversar com os comerciantes. Em entrevista ao Acorda Cidade, ele ressaltou que a obra não pode parar e que faltam apenas 10% para serem concluídas as obras de drenagem do túnel liner.

Ozeny Moraes disse que ouviu as propostas dos manifestantes e vai levá-las à empresa responsável pelas obras. “Eu vou levar a proposta para o setor de engenharia da empresa, para ver se há possibilidade, dentro desse canteiro que foi instalado, de um recuo de três metros para que essa avenida tenha um acesso do trânsito sentido Tomé de Souza ao terminal da Olímpio Vital. Então logo após a definição do setor de engenharia, nós vamos entrar em contato com os comerciantes e moradores do local para que possamos pôr em prática o que for definido com a comissão técnica.”

O gestor da pasta ressaltou ainda que a obra precisa avançar essa obra, pois já houve vários atrasos, inclusive devido a outras manifestações, como na Getúlio Vargas, com relação às árvores e na trincheira da Maria Quitéria. “Está faltando somente 10% para concluir a obra da drenagem que faz parte das obras do BRT, como também acabar com o alagamento. Precisamos aproveitar a estiagem, para que as trovoadas não venham e atrasem mais a obra.”

O superintendente municipal de trânsito, Maurício Carvalho, que também acompanhou o protesto, avaliou como positivo o primeiro dia de realização das obras e afirmou que o problema com os comerciantes é pontual. De acordo com ele, o trânsito está fluindo bem.

“Se você fizer o percurso do projeto como um todo verá que está fluindo bem, está muito bem sinalizado, com as barreiras e os prepostos. É uma intervenção de grande impacto. É uma obra que impede o acesso em duas principais vias, que são a Olímpio Vital e a do Feira IX. Mas é um período de ajustes, e o nosso projeto foi feito em cima do que a obra solicita. Nós estamos avaliando juntamente com o pessoal da Via Engenharia e da prefeitura, que a decisão é técnica, e estamos aptos a nos reajustar de novo se for necessário”, ponderou.

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