SALVADOR @ Atendido por Kátia Vargas, paciente detalha como a médica está um ano após júri - Observador Independente

BAHIA

6 de diciembre de 2018

SALVADOR @ Atendido por Kátia Vargas, paciente detalha como a médica está um ano após júri

Crédito da Foto: Aratu Online    



Abraçada com uma desconhecida em frente ao Fórum Ruy Barbosa, Marinúbia Gomes, mãe dos irmãos Emanuel e Emanuelle, mortos em um acidente de trânsito, em outubro de 2013, ouvia da mulher que “tudo ia ficar bem”. Antes de ir, a estranha se despediu da enfermeira passando a mão pelo seu rosto.

A “desconhecida” se chama Ana Tereza, amiga de infância e uma das testemunhas de defesa da acusada de ter provocado a morte dos filhos de Marinúbia. Em 5 e 6 de dezembro de 2017, Kátia Vargas Leal Pereira foi julgada e absolvida em caráter popular. Tudo foi visto por 430 pessoas, entre estudantes, profissionais do Direito e curiosos.

Nesta quinta-feira completa exatamente um ano do júri que movimentou todas as manchetes jornalísticas da Bahia. Doze meses depois, Kátia está atendendo seus pacientes normalmente. Por falar nisso, ela, que é oftalmologista, voltou a trabalhar na clínica onde é sócia do marido, na Avenida Anita Garibaldi, em Salvador.

Um paciente detalhou para o portal Aratu Online os minutos que esteve frente a frente com a médica. De acordo com o rapaz, que terá a identidade preservada, o cabelo mais clareado que o habitual e a retirada do sobrenome Vargas são elementos que, aos poucos, fazem a mulher de meia-idade ter sua imagem distanciada do caso.

“Procurei uma oftalmologista pelo meu plano e queria uma na Garibaldi, porque estava saindo do trabalho e precisava chegar a tempo, foi quando vi uma chamada ‘Kátia Leal’ e achei estranho porque eu vi uma matéria sobre ela, mas não lembrava que ela atendia naquela região. Fui mesmo assim”, disse.

“Quando cheguei lá esperei me chamarem. Ela tava muito diferente de quando aparecia na TV. Na televisão ela aparecia sempre com o cabelo muito mal cuidado, o rosto de alguém que estava bem debilitada, bem magra. Quando cheguei lá ela estava com o cabelo pintado, bem arrumada, unhas bem feitas, maquiagem. Ela falava normal também, nada muito baixo nem impostada, me atendeu bem tranquila, como se nada na vida tivesse acontecido”.

Questionada sobre em que momento reconheceu a médica, a fonte foi enfática. “Não tive qualquer receio. A imagem que ela vendeu no tribunal, de uma mulher frágil não condizia com o que eu vi, porque ela estava muito bem. Eu demorei um tempo para perceber que era ela, porque era algo bem distinto do que a gente está acostumado a ver”.

Quem procura o atendimento da “Dr. Kátia Leal” e a vê com todos os elementos descritos acima, talvez se esqueça daqueles dias 5 e 6 de dezembro de 2017. Naquela oportunidade, em dois turnos de repórteres, o Aratu Online acompanhou tudo por meio do Twitter, única ferramenta liberada no tribunal.

Vamos relembrar, abaixo, os momentos mais importantes.

O DIA DO JÚRI

A galeria do plenário estava literalmente dividida: do lado direito sentaram familiares e amigos da acusada, incluindo o marido, o médico Paulo Henrique Brito Pereira, e os filhos, Paulo Henrique Júnior e Ana Carolina, todos muito quietos e cabisbaixos; do lado esquerdo, a família e amigos das vítimas, nitidamente emocionados.

O advogado que liderou a defesa de Kátia Vargas, José Luis Oliveira Lima, juntamente com sua equipe, enfrentou os promotores Davi Galo e Daniel Keller em quase 12 horas de julgamento, cada dia, onde a história foi contada e recontada pelas duas partes várias vezes. 

A formação do júri, por sua vez, aconteceu após o consenso entre defesa e acusação, levando em consideração a vida pregressa de cada um. Kátia Vargas estava com um visual diferente: com o cabelo mais escuro e com uma franja, a médica usava uma camisa social branca e permanece cabisbaixa no plenário.



Cris Almeida e Jean Mendes / AratuOnline

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