Após polêmica com Iphan, Marinha emite nota sobre ‘pintura no Farol da Barra’ - Observador Independente

Após polêmica com Iphan, Marinha emite nota sobre ‘pintura no Farol da Barra’

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Crédito da foto :: TV Bahia / reprodução



Em nota encaminhada à imprensa na manhã deste domingo (13/1), a Marinha do Brasil (MB), comentou sobre a polêmica pintura realizada no telhado de uma instrutura interna do Farol da Barra, patrimônio histórico de Salvador, inaugurado em 1698. A pintura rendeu à Marinha uma notificação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na última sexta (10/1).

Segundo o órgão, trata-se de uma intervenção irregular, já que o ponto é um bem tombado, e para realizar qualquer mudança, seria preciso uma aprovação após análise de especialistas, e avaliar se interfere nas características originais. Ainda segundo o Iphan, a pintura deverá ser removida do local.

A nota da Marinha informa que ” entende que, no caso do Farol da Barra, a pintura foi feita em material recentemente instalado, não danificando ou mesmo alterando o patrimônio cultural”. E vai além, afirma que “está adotando as providências julgadas cabíveis junto aos órgãos competentes para regularização da pintura”.

Confira a nota na íntegra: 

A Marinha do Brasil (MB), por intermédio do Comando do 2º Distrito Naval, informa que sua responsabilidade na administração do Forte de Santo Antônio da Barra data de 1939, quando a União recebeu o imóvel por meio de um termo de cessão de uso para destinação própria. Desde então, continua imbuída em manter o Farol da Barra no mais alto grau de conservação. 
A Marinha esteve ao lado da sociedade baiana na busca do tombamento do equipamento e, em 1998, implantou no local o Museu Náutico da Bahia, que abriga a história da navegação colonial. Recentemente também reformou a torre do farol, que foi aberta à visitação.
Em 2018, as Organizações Militares na área do Comando do 2º Distrito Naval incorporaram a inscrição “Marinha do Brasil”, como sinalização do patrimônio da união sob administração da Marinha. O mesmo foi feito em relação aos faróis, instrumentos fundamentais para a navegação, que buscam salvaguardar a vida humana no mar, alertando ao navegador sobre os perigos da região.
A Marinha entende que, no caso do Farol da Barra, a pintura foi feita em material recentemente instalado, não danificando ou mesmo alterando o patrimônio cultural. A Marinha está adotando as providências julgadas cabíveis junto aos órgãos competentes para regularização da pintura.

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