CAMAÇARI @ A alternância de poder e as mentiras de Caetano e de Lula. Mera semelhança? - Observador Independente

CAMAÇARI @ A alternância de poder e as mentiras de Caetano e de Lula. Mera semelhança?

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Crédito da fotomontagem :: Observador Independente



Camaçari está a 41 quilômetros de Salvador. O município é conhecido como "Cidade Industrial", por abrigar o Polo Industrial de Camaçari e é a quarta cidade mais populosa do estado e segunda mais populosa cidade da Região Metropolitana de Salvador. 

Possui uma população de mais de 296 mil habitantes. É segundo maior produto interno bruto municipal do estado (depois de Salvador, sendo também o 5º maior da Região Nordeste e o 38º maior do País), estimado em cerca de quase 22 bilhões de reais (dados do IBGE), em 2016.

Faz parte dos 71 municípios brasileiros integrados no Mercosul

Diante da fama de uma das mais ricas cidades do estado, o que tem a dizer a sua população pobre, ou seja, a grande massa de desempregados e pessoas que sobrevivem a duras penas? 

E os nativos e suas identidades, que em nome do crescimento e foram sendo aos poucos empurrados ou para o interior do município ou para outras cidades vizinhas à procura de paz e tranquilidade. 

Conta a história que desde a sua fundação o povo camaçariense sempre foi pacífico e sempre sofreu as consequências disso a começar pela expulsão dos residentes na região, no século X pelos índios Tupis procedentes da Amazônia. 

Dai em diante a história é a mesma até chagar a invasão da cidade pelos comunistas em 1983(*) chefiados pelo farmacêutico recém-formado Luiz Caetano e sua esposa Doralice. Era o início de mudanças no cenário político e histórico no recém-emancipado município. 

(*) Há divergências históricas quanto a esta data. 

À época, Caetano era apenas um recém-formado saído da faculdade, pobre, procedente dos mais distantes rincões do sertão baiano. Eleito prefeito para um mandato tampão, acabou por perder a eleição seguinte para José Tude. 

Desde então, até os dias atuais nada de novo no cenário político aconteceu em Camaçari, e se você analisar a história da cidade pelo viés administrativo, o que verá é uma sucessiva alternância de poder apenas entre dois grupos políticos, qual seja, o lado da direita e o da esquerda. 

O primeiro liderado por José Tude, prefeito por três vezes e o segundo pelo próprio Luiz Caetano, também prefeito por três mandatos e atualmente banido do cenário político local. 

O novo, que parecia ser novo, surgiu na eleição de 2016 com Antônio Elinaldo (DEM) aparentando ser a novidade e a quebra dessa sequencia de mandos, alguns inclusive extravagantes, como o do ex-prefeito Ademar Delgado (PT), o poste de Luiz Caetano. 

Elinaldo, até então, apesar de ter em mãos a segunda maior arrecadação do Estado, ainda não disse a que veio, ocupando-se apenas em fazer exatamente o que os outros fizeram, supostamente enriquecer a custa do dinheiro que deveria empregar em benefício da população. 

Nenhuma novidade até então. A cidade continua crescendo por conta do seu potencial industrial e comercial, a população aumentando, as necessidades de saneamento básico, educação, saúde de qualidade e segurança cada vez maior. Como dito, a cidade não para de crescer. 

A briga pelo poder continua e não há perspectivas de melhorias já que os postulantes ao maior cargo do município e que supostamente trabalharia para melhorar a vida do cidadão, continuam os mesmos. 

Elinaldo, tudo indica, vai à reeleição, junto com Tude e demais membros do grupo que está atualmente no poder. Caetano certamente será preso ou estará confirmado como inelegível pelo STF-Supremo Tribunal Federal, mas colocará um poste no seu lugar, assim como fez com Ademar Delgado e este repetiu a formula com Jailce Andrade. 

E o povo, como fica? Na sua imensa maioria vivendo à margem dessa disputa e sem participação nestes movimentos que invariavelmente são traçados nos gabinetes fora do município e empurrados garganta a baixo da população. 

É hora do próprio povo começar a tomar as suas decisões sem interferências externas, e/ou ouvindo apenas a si mesmo. Exemplo da eleição do atual presidente Jair Bolsonaro. Todo mundo já sabia com antecedências quias as mentiras seriam contadas.

Nenhuma diferença em Camaçari, já que todo mundo já sabe as mentiras que serão contadas por Caetano e Elinaldo.

De tudo que se vê em Camaçari na atualidade, destaca-se em primeiro lugar o descaso com a população mais pobre e mais vulnerável, cujas vidas nenhum destes grupos se preocupou ao longo dos últimos 35 anos. Repete-se: dois grupos que comandam o município a 35 anos. 

Para sorte da população e cumprindo o dito popular que rei deposto é rei morto, o município deverá estar livre de Caetano e da sua dissimulação logo após o STF bater o martelo e bani-lo pelos próximos 10 anos da vida pública. 

Obviamente, ele vai continuar mentindo - coisa normal para os petistas - que não está inelegível, que vai recorrer etc. etc, utilizando-se da técnica já conhecida e praticada pelo chefe da quadrilha, o presidiário Lula, que empurrou a candidatura mentirosa de dentro de uma cela, até o último dia de registro no TSE, colocando o poste Fernando Haddad. 

A mesma estratégia será utilizada por Caetano, só com dificuldade maior, já que a população está atenta e desastrosamente Caetano, por pura vaidade, nunca trabalhou para fazer lideranças que o pudesse substituir em um caso desses. 

Por fim, como você deve estar satisfeito com a administração de Antônio Elinaldo (DEM), certamente não deverá estar preocupado com a questão da reeleição, já que ele vem trabalhando intensamente pelo povo pobre e suprindo as necessidades mais elementares da população carente com saúde, educação de qualidade, geração de emprego, etc. etc. 

O novo momento exige – para quem está preocupado em servir de verdade à sua cidade – o pensamento voltado exatamente para a necessidade de se preocupar com o futuro de uma região que cresce a cada dia, cuja população de trabalhadores que dão sustentação à vida burguesa de quem consegue chegar ao poder central - ao longo dos últimos 35 anos todos os prefeitos entraram relativamente pobres e saíram milionários da prefeitura – esquecendo-se do viés partidário, já que os partidos provaram ser incapazes, e em muitos casos partícipes, de controlar a corrupção de seus quadros quando chegam ao poder. 

Os ditos líderes viciados no poder devem ser banidos da vida pública de uma vez por todas. Novos nomes precisam surgir do seio do povo sem conotação ideológica de direita ou de esquerda, já que ficou provado ao longo dos anos, que tanto à esquerda quanto à direita, os atuais líderes só pensam em si e nos seus grupos de apaniguados que lhes ajudam a tomar o poder. 

Como dizia o filósofo “cultura é preciso” só que dessa vez é preciso a cultura política para não se deixar enganar pela retórica mentirosa tanto da esquerda quanto da direita. 



Este Artigo está aberto a correções, sugestões e acréscimos construtivos.

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