Em meio a surto de gripe, hospitais privados de Salvador reforçam equipes de médicos e enfermeiros; associação descarta colapso - Observador Independente

Acontecendo

Bem-vindo! Hoje é

quinta-feira, dezembro 23, 2021

Em meio a surto de gripe, hospitais privados de Salvador reforçam equipes de médicos e enfermeiros; associação descarta colapso



Crescimento de casos de Influenza e novo aumento da taxa de leitos de UTI para Covid-19 pressiona sistemas de saúde público e privado.



Os hospitais privados de Salvador abriram alas exclusivas para pacientes com sintomas de gripe, em meio ao surto da doença. As equipes foram reforçadas com a contratação de médicos, enfermeiros, técnicos e administradores. As informações foram confirmadas pela Associação de Hospitais da Rede Particular da Bahia.

Mauro Adan, presidente da associação, falou sobre o assunto na manhã desta quarta-feira (22), em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia. Ele descartou a possibilidade de colapso na rede, mas afirma que a situação atual requer alerta da população.

“Estamos aumentando nossa capacidade operacional. Ainda temos condição de crescer e atender mais usuários. Mas é importante que as pessoas tomem cuidado, mantenham o distanciamento, usem máscara quando estiverem na presença de outras pessoas, fiquem em ambientes abertos para que a gente possa controlar essa questão do surto de gripe na nossa cidade”, 

pontuou.

De acordo com Mauro, atualmente o tempo médio de espera por atendimento na rede particular tem variado entre duas a quatro horas, a depender da classificação de risco. Segundo ele, o movimento nas emergências dos hospitais privados registraram crescimento de quase 100%, quase todos os pacientes com sintomas gripais.

"As unidades privadas têm reforçado equipes. Contratamos médicos, enfermeiros para que a gente possa atender as pessoas no menor tempo possível”, informou. Adan não detalhou números de contratações, nem as unidades que foram reforçadas, mas confirmou que, além da capacidade instalada, pode haver ampliação para atender aos pacientes, caso seja necessário.

Na terça-feira (21), o secretário de saúde de Salvador, Léo Prates, admitiu que o aumento da taxa de ocupação nos hospitais privados da capital baiana geram preocupação.

“A rede privada de saúde tem muito mais dificuldade de ampliação do que nós, do [sistema] público. Fora o Hospital Materdei, que ainda está sendo construído, nós não temos hospitais privados novos na cidade. Se os mais ricos tiverem problema na rede privada, nós vamos ter que suportar na rede pública".

Surto de gripe em Salvador

Casos de Influenza em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia


O surto da doença foi confirmado em 14 de dezembro. Os dados mais recentes divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, na terça-feira (21), apontam que dos 238 casos registrados desde o início do ano, 209 são do subtipo H3N2. Destes, 151 foram contabilizados entre novembro e dezembro.

O secretário da Saúde de Salvador, Léo Prates, comentou a procura nas unidades por causa da gripe, que tem pressionado o sistema da capital e, com isso, pacientes com outras enfermidades têm sido prejudicados.

“Principalmente pacientes de AVC, infarto e câncer agravado. A gripe está matando? Diretamente, não. Mas se eu tiver uma pessoa agravada e tiver que colocar no leito de UTI geral, a pessoa permanecer internada, não tiver vaga e nesse ínterim tiver uma pessoa com AVC, a pessoa com AVC certamente vai vir a falecer, infelizmente”, comentou.

Ocupação de leitos para Covid-19

Surto de gripe H3N2 desafia sistema de saúde de Salvador


Outra situação que gera preocupação e tem pressionado a rede de saúde é o aumento da taxa de ocupação de leitos exclusivos para a Covid-19 na capital baiana.

Até 17 de dezembro, a cidade tinha ocupação de 36%. Já no dia 21, este número saltou para 60%. Na Bahia, são 507 leitos totalmente voltados para a doença. Nos mesmos quatro dias, a taxa de ocupação no estado passou de 45% para 54%.

Por serem parecidos, os sintomas da gripe e Covid-19 podem ser confundidos. A coordenadora do Centro de Operações de Emergência da Secretaria da Saúde (Sesab), Izabel Marcílio, disse pacientes chegam a ocupar Unidades de Terapia Intensiva (UTI) antes mesmo da confirmação da doença.

“Às vezes, o paciente precisa muito do cuidado intensivo e o resultado do PCR não chegou. Alguns são transferidos para a UTI como suspeitos. Então, nessa ocupação, a gente tem pacientes confirmados e suspeitos. Saindo o resultado, a gente separa eles para outra UTI”, disse.


Imagens e foto ::: Reprodução / G1

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui sua opínião

-->