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sexta-feira, fevereiro 25, 2022

"Cada cidade tem sua peculiaridade", justifica prefeitura de Porto Seguro sobre alto valor absurdo pago por contrato com terceirizada




Gestão de Jânio Natal (PL) contratou empresa, por meio de intermediária, pagando R$ 945 mil a mais que mesmo serviço contratado por Amargosa.


A prefeitura de Porto Seguro negou, por meio de nota, nessa sexta-feira (25) o uso de uma empresa intermediária na contratação do sistema 1Doc — plataforma utilizada para instalar um sistema e treinar servidores municipais.

O contrato, firmado na gestão do atual prefeito Jânio Natal (PL), foi feito com a empresa paraibana Sogo Tecnologia e custou aos cofres públicos R$ 1 milhão.

O Metro1 mostrou que, em Amargosa, no centro-norte da Bahia, a prefeitura fez um contrato direto com a 1Doc e gastou muito menos. Na relação entre eles continha muito mais especificações e o valor final foi de R$ 55 mil anuais.

"A contratação em pauta não é de um produto de “prateleira”, a plataforma integrada contratada, tampouco, não é apenas o sistema 1DOC. A empresa contratada a luz do processo regular legal, é uma integradora de soluções para transformação digital municipal como tantas outras do mercado. A plataforma 1Doc, representada exclusivamente pela empresa em todo o nordeste, é um dos componentes dessa contratação. Além desta, temos uma série de portais coordenados e padronizados", disseram, em nota.

Procurada pela reportagem, a 1Doc confirmou mesmo que possui mesmo parceria com a Sogo Tecnologia. De acordo com a gestão de Porto Seguro, foi realizada ampla pesquisa de mercado antes da contratação e que o alto valor cobrado "tem um custo proporcional ao porte das cidades, quantidade de servidores, quantidade de usuários e módulos selecionados para cada cliente".

Sobre a diferença de contrato com Amargosa, justificaram que "os contratos são diferentes e os valores são pelo número de acessos (usuários), então cada cidade tem suas peculiares".

A prefeitura afirmou ainda que o uso da plataforma deve refletir em uma economia de mais R$ 4 milhões para os cofres públicos por ano. No entanto, não pontuou de que forma essa economia seria gerada.



Foto: Podemos Bahia / Divulgação

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