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sábado, abril 23, 2022

Criança de 5 anos morre após ser queimada viva; polícia diz que familiares fizeram isso em um ritual de evocação


A morte de uma criança de 5 anos que teve quase 100% do corpo queimado em Frutal, Minas Gerais, foi morta durante um ritual de evocação e incorporação de espíritos, segundo a Polícia Civil do estado. Os suspeitos são a mãe, uma tia e os avós da criança, além de um líder espiritual.


O delegado Murilo Antonini, que cuida do caso, divulgou um vídeo nesta sexta-feira (22/4) contando todos os detalhes do crime. A vítima morreu em 24 de março, um dia após dar entrada no hospital, mas os suspeitos foram presos na última quarta-feira (20/4) durante a Operação "Incorporação da Verdade".

O policial afirma que a vítima foi queimada ainda viva e que será feita a reconstituição do fato para elucidar maiores detalhes do crime. "A criança teria sido queimada em um ritual de evocação e incorporação de espíritos. Ela teria sido banhada com álcool, misturado com ervas e, posteriormente, uma vela acessa foi aproximada do seu corpo, fazendo com que ela fosse queimada viva”, narrou.

Veja explicação do Delegado que investiga o caso


Assim que aconteceu o crime, os parentes tentaram alegar que houve um acidente envolvendo uma churrasqueira, mas o pai da criança não acreditou e acionou a polícia. "Acontece que o pai da vítima estranhou o compartamento da mãe da criança, da tia e dos avós, que estavam nesse churrasco, e também achou estranho estar presente no local dos fatos um guia espiritual. Baseado nisso, nós descartamos a hipótese de um acidente doméstico e instauramos o inquérito para apurar o homicídio culposo", explica.

"Porém, ao longo da investigação, foram ouvidas testemunhas, os médicos que prestaram socorro e também foram juntados os laudos periciais. Diante de todos esses elementos, nós consluimos que não ocorreu acidente doméstico, tampouco homicídio culposo [quando não há intenção de matar] e sim homicídio com dolo eventual [quando se assume que há risco de matar]", completa.

Na operação, além dos cinco mandados de prisão temporária contra os suspeitos, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, sendo apreendidos celulares, documentos e outros materiais que podem auxiliar nas investigações.




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Credito da foto:divulgação/Polícia Civil de Minas Gerais

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