HOMEM NO BANHEIRO FEMININO PODE? "Cantora" denuncia "agressão" da PM após restaurante impedir amiga travesti de usar o banheiro. Se era visibilidade gratuita, conseguiu - Observador Independente

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sábado, abril 09, 2022

HOMEM NO BANHEIRO FEMININO PODE? "Cantora" denuncia "agressão" da PM após restaurante impedir amiga travesti de usar o banheiro. Se era visibilidade gratuita, conseguiu




Na busca por visibilidade na mídia, com o nome artístico de "A Ninfeta", a "cantora" trans Nathália Araújo utilizou as redes sociais para fazer uma denúncia séria contra a Polícia Militar. Ela alega ter sofrido uma abordagem truculenta na madrugada de quinta para sexta-feira (7 e 8/4).


No vídeo, Nathália relatou ter sido agredida após uma confusão no estabelecimento Portal do Mar. Na gravação, ela afirma que após uma amiga, travesti, tentar usar o banheiro do local, foi impedida por funcionários do restaurante, que agrediram elas com barras de ferro e chamaram a polícia. Após a chegada dos militares, elas foram agredidas e A Ninfeta revelou que foi agredida no rosto após se recusar a ser revistada por um agente do sexo masculino.

Veja o vídeo "denuncia":


Em entrevista a um site baiano, a "cantora" detalhou como foi o ocorrido e o que pretende fazer após a repercussão do caso. Segundo Nathália, ela e um grupo de amigos estavam conversando do outro lado da rua, de frente para o restaurante. Em um momento, uma das amigas foi até o Portal do Mar para usar o banheiro, enquanto os demais seguiram conversando. Pouco tempo depois, percebeu uma movimentação estranha e viu que funcionários do local estavam gritando com sua amiga.

“Os garçons gritavam com ela, dizendo que se quisesse usar o banheiro teria que pagar cinco reais, que ela não ia usar o banheiro. E aí eles começaram a ofendê-la... humilhar, mesmo”, 

relata.

Neste momento, ela teria partido em defesa da amiga, questionando o motivo das agressões: 

“Porque você está humilhando ela? Quem é você? Você não é nem o dono do lugar, você é funcionário. Não tem direito de estar xingando ela!”, 

disse a cantora.

A partir daí, A Ninfeta conta que eles começaram a ameaçá-las e, em determinado momento, pegaram barras de ferro para bater nelas. Nathália disse, ainda, que apareceu um homem vestido de preto que também participou das agressões verbais e chamou a polícia.

'ME DEU UMA BOTADA NO ROSTO'

No momento em que os militares chegaram, a situação ficou ainda mais dramática, segundo ele. A vítima conta que os homens já chegaram com muita violência, inclusive colocando armas nos rostos delas. 

“Eles chegaram muito violentos. Foi uma abordagem muito truculenta. Um policial colocou a arma na minha cara e mandou eu levantar as mãos para me revistar”.

Ela, então, questionou a ausência de uma policial feminina na abordagem e que, por ser mulher, não aceitaria ser revistada por um homem.

“Foi aí que ele se retou e me deu um tapa no rosto. Na verdade, usando o baianês, ele me deu uma botada no rosto”, 

revelou.

Após a agressão, os agentes foram revistar as demais pessoas do grupo. Revoltada com a agressão, Nathália foi até o comandante da operação e falou ser filha de policial civil e parente de PM. “Eu sei como vocês agem”. Neste momento, um policial ameaçou a artista, dizendo que a levaria para passar a noite na delegacia por estar "muito ousada".

Durante nossa entrevista, Nathália afirmou que foi tratada como criminosa e culpada pela situação. Ela ainda relatou que os funcionários fecharam o estabelecimento após a confusão, e que os policiais não procuraram eles para averiguar o ocorrido.

Agora, a jovem e a amiga correm contra o tempo para cumprir os procedimentos burocráticos para denunciar o caso para a corregedoria da polícia. 

“Eu liguei para o Ministério Público e eles me orientaram a fazer um B.O, um exame de corpo e delito no Instituto Médico Legal e levar a denúncia na corregedoria.”, 

disse.

Por fim, ela ainda disse que a motivação para divulgar o vídeo e procurar as medidas cabíveis é punir os envolvidos e conseguir respeito para as pessoas do grupo LGBTQIA+. “É um absurdo que a gente tenha que passar por essas situações. Seria um insulto da minha parte não querer denunciar. É algo que é muito maior que eu, vai muito além de mim.”, desabafa.

O portal solicitou um posicionamento da PM. Assim que o receber, será acrescentado nesta matéria.


Credito da foto:reprodução/vídeo

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